The Handmaid’s Tale, mais uma série sobre um futuro terrível

The Handmaid’s Tale é mais uma série sobre um futuro distópico. Será que a gente precisava mesmo de mais uma série sobre isso? Esse é o tema de The Man in The High Castle, The Walking Dead, 3%, Revolution, The 100, Falling Skies, Almost Humans, Utopia, Black Mirror, Colony, Under The Dome, Continuum, The Leftovers, The Last Man on Earth, e eu poderia ficar o resto do vídeo que a lista seria infinita… Mas pelo visto a gente precisa sim.

 

Baseada em um livro de 1985 que até agora pouca gente, pelo menos aqui no Brasil, conhecia, The Handmaid’s Tale mostra o pesadelo que seria se os Estados Unidos virassem uma teocracia chamada Guilead, uma sociedade separada em castas onde as mulheres seriam proibidas de trabalhar, ter propriedades, dinheiro, e algumas seriam forçadas a gerar filhos para as famílias que controlam o poder, quando as esposas dos comandantes não conseguissem ter filhos.

Esse enredo é contado pelo ponto de vista de Offred, interpretada por Elizabeth Moss, a atriz que definiu a qualidade séries na televisão americana, um ponto de vista de uma refém de um sistema totalitário.

A atuação dela e dos outros atores da série são boas, mas a história não me soou original em nenhum momento, parece que eu já tinha visto esse filme dezenas de vezes. Não me pareceu tão criativa nem entregou reviravoltas tão extraordinárias quanto o hype fez parecer que tinha.

Foi o contexto feminista da história fez com que The Handmaid’s Tale fosse bastante comentada nas redes sociais, mas ao assistir eu só vi mais uma série sobre um futuro distópico, que entregaria o mesmo discurso se no lugar das mulheres a história fosse com negros, imagina um futuro onde a escravidão fosse permitida de novo.

Numa sociedade tão cruel quanto a série prega, onde homens são enforcados ou apanham até a morte, em que mulheres são usadas como animais reprodutores, onde arrancam um olho daquelas que não obedecem, se essa sociedade é tão radical e do mal, não era mais fácil expurgar nas mulheres estéreis e tomar as saudáveis como esposas, o que manteria uma linhagem realmente pura?

Seria muito mais simples e funcional. Mas ai não teria o drama que a série vende, e eu tive dificuldades pra me conectar com a história. Não me pareceu tão interessante assim.

Ou talvez os Social Justice Warriors tenham martelado tanto essas coisas na minha cabeça que, sei lá, eu quebrei.

A série serve como um alerta para as mulheres e outras minorias de como não se deve deixar a política nas mãos dos políticos, como é importante lutar pelos seus direitos e que não se deve deixar a religião influenciar a política.

Mas nós assistimos a isso sentados em nosso sofá, discutimos nas redes sociais e os políticos continuam a mudar as regras de acordo com a vontade deles.

The Handmaid’s Tale conseguiu uma legião de fãs e garantiu a segunda temporada.

QUAL A MELHOR SÉRIE COM FUTURO DISTÓPICO QUE VOCÊ ASSISTIU?

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