S.W.A.T. (CBS): Primeiras impressões

Para muitos o nome Shawn Ryan não deve significar muita coisa, mas para quem não deixou passar nenhuma grande série na Era de Ouro da televisão (1999 – 2013), certamente se deparou com a obra prima The Shield, primeira série dramática do canal FX e que mudou toda a perspectiva de tudo que veio após ela no cable TV.

E que além de ser a única série que pode ser de fato colocada a altura de The Wire no gênero policial, foi a série que pavimentou o caminho para Breaking Bad, Sons of Anarchy, Mad Men e tantas outras.

 

Logo, ver que Shawn Ryan estava retornando para fazer mais uma série policial, era motivo de euforia e ansiedade, mas infelizmente, o resultado aqui não sai exatamente à nível esperado.

S.W.A.T. (2017), é um remake do filme de 2003 estrelado por Samuel L. Jackson e Colin Farrell, que por sua vez, também é um remake, da série de nome homônimo. lá de 1975 e que fez muito sucesso  em terras tupiniquins por ter sido transmitido pela Globo na década de 80, e internacionalmente ficou marcado por sua icônica música tema.

Pois bem, assim como a maioria das centenas de remakes que estão saindo ultimamente, S.W.A.T. não passa de mais uma série genérica no meio de tantas outras e as chances de ter vida longa são baixas, baseando-se no índice baixo de audiência que apresentou em sua estreia.

Digo isso pois em seus primeiros 42min, nós somos apresentados ao um amontoado de personagens sem carismas, construídos na base de clichês e que ainda por cima, segue a regra imposta e forçada a cada dia que passa, de ter uma representatividade étnica para cada personagem.

Questão essa, que até poderíamos dizer que felizmente não fica apenas por aí, mas que é trabalhada/debatida (quase que cegamente) entre os personagens dentro de todo primeiro episódio, tendo a intenção de nos fazer nos questionarmos sobre problemas reais da atualidade, mas que no fim acaba por soar demasiado cansativo e por conta da “maquiada” que a série precisa ter sobre os conflitos, já que é TV aberta, fica soando como um roteiro preguiçoso, burro e até mesmo unilateral sobre o assunto.

Não bastando essa quantidade exagerada de frases e situações de efeitos, a ação é hollywoodiana demais, e digo isso no sentido ruim da palavra. Tiros para todos os lados que não acerta ninguém, perseguições onde voa carro pra um lado, ameaças pra cá e que no fim acaba tudo entre os conformes protocolar já batida de sempre.

S.W.A.T. não chega a ser um desastre, porém não tem muito o que oferecer sem ser aquela 1h semanal de ação desenfreada digna para momentos de desligar o cérebro e relaxar

S.W.A.T. não chega a ser ruim, mas também não consegue empolga e nem dar um prognóstico que irá melhorar em seus próximos 7 episódios. Talvez esse seja o ponto em que irá segurar muito a gente a seguir assistindo a série, a curta temporada e que pode surpreender num futuro com uma trama mais linear e não procedural.


Chega a ser triste ver que a mente por trás de The Shield voltou para o cenário policial televisivo com um produto de qualidade tão duvidosa e ainda trouxe o talentosíssimo Justin Lin para comandar isso.

Roteiro: Shawn Ryan e Aaron Rahsaan Thomas
Direção: Justin Lin
Elenco: Shemar Moore, Kenny Johnson, Alex Russell, Stephanie Sigman, Lina Esco, Peter Onorati…

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