Claws (TNT): Primeiras impressões

Desde o ano passado quando os executivos da TNT apresentaram a proposta de revolução no canal, onde quiseram dar uma nova cara para sua grade de programação e apostar em novas séries que pudessem fazer um sucesso maior na mídia e público, ficamos ansiosos para tudo que vai estrear. E Claws tá nesse pacote.

 

Animal Kingdom foi a 1° série dessa leva, digamos assim, e foi um grande acerto em todos os sentidos, e eis que 1 ano depois, Claws estreia apostando no extravagante e no diferente para ganhar seu público.

Mini sinopse: A história gira em torno basicamente sobre a vida e os crimes de cinco mulheres que trabalham em um salão de beleza da Flórida. 

Abaixo pontuarei alguns acertos e erros deste piloto:

“Tirana” dá um início estranho porém promissor à Claws

A proposta da série é muito interessante e inovadora, até certo ponto, porém a direção da Nicole Kassell aqui é muito falha em vários momentos, principalmente em não conseguir  padronizar um o tom ao episódio. A mescla de cenas muito dramáticas, com cenas de comédia que não tem uma identidade muito bem definida, faz soar chato, causa estranheza e certamente a série se tornará mais de nicho por causa disso.

O piloto tenta apresentar sua trama de forma um pouco diferente do usual do que estamos acostumados, não sendo muito auto explicativa em quem são os personagens e suas origens, qual as suas funções ali na trama. E consequentemente há momentos em que parece que estamos assistindo um episódio de meio de temporada, somado ao fato do episódio ser demasiadamente longo, possuindo 1h, ocasionou em ficar cansativo e chato por cenas a fio.

Outra pequena decepção que tive foi por conta do personagem do Dean Norris (Breaking Bad), que é totalmente caricato e fez uma subutilização de um ator tão bom.

O problema nessa 1ª parte de Claws é sua falta de identidade

Mas é claro que nem tudo foi ruim, temos acertos aqui, e um deles é a escalação de elenco. Todas as cinco (Niecy Nash, Carrie Preston, Judy Reys, Jenn Lyon e Karrueche Tran) estão incríveis e o destaque é para a Niecy que protagoniza a série com a sua excelente Desna, assim como o Harold Perrineau (Sons of Anarchy) que faz o papel do irmão dela. E são deles que saem as cenas mais comoventes e profundas do episódios, e sinceramente, gostaria que explorassem mais isso.

Sobre o cliffhanger: Foi uma cena já esperada pela proposta da série, mas bem colocada e executada. Espero que nos próximos episódios se aprofundem de vez nessa linha e que não penda para o lado caricato.

Nos aspectos técnicos, Claws manda bem demais. A fotografia é estonteante e combina muito com o clima e proposta da trama, o uso de enquadramentos mais abertos ajuda a mostrar a linda cidade da Flórida e deixa tudo mais rico.

Em meio há erros e acertos “Tirana” não consegue decidir que tom seguir mas ainda assim apresenta de forma interessante suas tramas e personagens e mostra que a série pode ter um bom futuro pela frente.

A temporada terá 10 episódios e não tem previsão de estréia aqui no Brasil.

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