Os Defensores é tudo isso?

Os Defensores, série da parceria Marvel e Netflix que reúne Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro, enfim chegou às telinhas para mostrar a que veio. Mas será que mostrou mesmo?

Atenção para spoilers moderados daqui pra frente. 

 

A série comprova por a mais b a superioridade da Marvel em equilibrar o tempo de cena de seus protagonistas. Apesar de não sair do lugar comum, é muito divertido ver como heróis de tônus e personalidades tão diferentes se relacionam. Destaque para o “embate social” entre Luke Cage e Punho de Ferro, que nos agraciou com os melhores diálogos de toda a temporada.

A grande ameaça da série, no entanto, é mais confusa e meio que perde sustentação durante a trama. Apesar da excelente atuação de Sigourney Weaver, que traz revelações importantes e alguma profundidade à trama, o espectador pode ficar perdido com os planos mirabolantes do Tentáculo, que envolvem terremotos, fósseis de dragões no centro de Manhattan, portais que não são portais, imortalidade, invasão de cidades místicas and crap… Se nas séries individuais ficamos impactados com o Rei do Crime, Killgrave e Cottonmouth, isso definitivamente não acontece com Os Defensores. E outra: Se eu já não comprava muito essa versão compacta de Elektra, vê-la dando uma surra nos quatro heróis ao mesmo tempo é de doer o coração.

Apesar do bom equilíbrio entre os protagonistas, me incomodou um pouco a forma como os personagens de apoio foram, em sua maioria, tratados. Separados em blocos dos úteis e dos nem tanto, seria mais simples tira-los da cidade (e de cena), exatamente como fizeram com Gwyneth Paltrow em Homem de Ferro e Natalie Portman em Thor.

Falando em Thor, Os Defensores aumenta ainda mais a distância entre as séries e os filmes da Marvel, com pouca (ou nenhuma) menção aos carros chefes do universo cinematográfico do estúdio. Mas, se o que vimos até agora sobre Vingadores 3 e 4 se confirmar, pode ser que haja esperança para o fã mais fervoroso que curte a experiência do universo expandido. Me incluo nessa categoria.

No fim das contas, Os Defensores não é aquela obra fora da casinha. Não é o que Nirvana foi para a música (se é que você pegou a referência), mas entrega o principal: Uma história coesa, bem conectadas às séries anteriores, com muita porrada, diálogos divertidos e um ou dois pares de reviravoltas interessantes. Os ganchos mostram um futuro interessante para a série. Que venha logo a segunda temporada.

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