MANIAC, a nova série da Netflix

Maniac é uma minissérie original da Netflix que tem uma idéia legal, bons atores, um visual curioso e uns probleminhas bem chatos difíceis de esquecer.

 

Antes de falar sobre Maniac deixa eu avisar o povo que eu tenho um podcast chamado A Pequena Prosa dos Horrores junto com o Otavio Ugá do Super Oito e o Getro, do canal Getro.

Na categoria TV & FILMS a gente tava em quinto lugar entre os mais ouvidos, no geral.

Se você quiser fazer parte dessa galera e ouvir nós três jogando conversa fora sobre cinema, terror e séries, procura A Pequena Prosa dos Horrores no iTunes e na Kombo Conteúdo.

E reza a lenda que em breve vai estar ano Deezer e no Spotify. Mas esses dois ainda vão esperar um pouquinho, então procura no iTunes, mesmo.

Então lá vou eu comentar sobre Maniac, a nova minissérie da Maniac Netflix sem spoilers.

SINOPSE DE MANIAC, SÉRIE DA NETFLIX

Maniac é um drama de ficção científica que se passa em um universo parecido com o nosso, mas com algumas diferenças em relação ao tempo, os carros e a ambientação parecem dos anos 80, mas a gente não tem muita certeza disso.

Os dois protagonistas são Annie Landsberg e Owen MilgrimMilgrim, com I, mas curiosamente na tradução da legenda em português o sobrenome aparecia com A, Milgram. Vai saber.

Annie, interpretada por Emma Stone, é uma mulher triste e um tanto perdida na vida, com dramas pessoais bem fortes, um que envolve sua mãe e outro que envolve a sua irmã, e ela não consegue desapegar de nenhum deles.

Owen, interpretado por um Jonah Hill muito mais magro é o filho mais estranho entre os cinco filhos de uma rica família novaiorquina, que por conta da sua esquizofrenia não consegue ter certeza do que é realidade e do que é imaginação.

Ambos decidem participar de uma experiência na Neberdine Farmacêutica, uma misteriosa empresa farmacêutica japonesa, cada um com a sua razão pessoal, na esperança de que o tratamento racial oferecido pela empresa consiga resolver seus problemas, consertar suas mentes e apagar as suas mágoas.

A experiência deve durar três dias e ninguém tem certeza sobre quais serão os resultados.

ANÁLISE

Criada por Patrick Somerville, um roteirista não muito conhecido que escreveu quatro episódios de The Leftovers, e produzida e dirigida por Cary Joji Fukunaga, o cara que ganhou destaque por ter dirigido toda a primeira temporada de True Detective.

A primeira temporada de True Detective é uma das melhores coisas da televisão de todos os tempos, mas a segunda temporada, sem a direção de Fukunaga, é quase inassistível.

Fukunaga ainda dirigiu Beasts of No Nation, o primeiro grande filme da Netflix e produziu The Alienist, uma série da TNT que estreou no começo deste ano e que não vingou.

O cara ganhou bastante créditos em Hollywood e deve dirigir o 25º filme do James Bond. Ainda assim os produtos que ele entrega não meio inconstantes.

E Maniac é bastante inconstante.

A história tem visual e referências que vão desde Wall•E, da Pixar, a Brazil, o Filme, e Os Doze Macacos, ambos de Terry Gilliam, passando por They Live, de John Carpenter, e a mistura de passado com presente mais o futuro ajuda a criar uma ambientação que deveria funcionar na premissa narrativa da minissérie.

Apesar disso tudo, Maniac não constrói um mundo pelo qual a gente possa realmente se interessar.

Claro, séries tendem a valorizar mais os personagens que a história, a demanda de atenção do público pode se perder sem a empatia por eles, e aqui a gente até quer mesmo saber o que vai acontecer com Annie e com Owen.

Mas a história, que realmente começa interessante, fica chata muito rápido, cheia de tramas paralelas quase bizarras e a gente meio que deixa de se importar com ela só pra ver se os personagens vão se dar bem no final.

Tem uns dois ou três episódios irritantemente chatos e cheios de pequenas referências de um microcosmo que serve apenas para confundir o espectador e que não acrescenta absolutamente nada de importante ao enredo.

É visualmente interessante? É. Mas se você se pegar sofrendo para chegar ao fim de algum episódio não se assuste, aconteceu comigo em vários.

VALE A PENA PERDER O SEU TEMPO?

Bem, veja um ou dois episódios, se você se interessar pela premissa, continue, é uma boa produção e os atores estão muito bem.

Eu sempre acho que você deve assistir a uma série ou filme e tirar suas próprias conclusões, mas eu também acho que temos séries demais para ver e o meu e o seu tempo são preciosos para jogar fora com algo que não vai acrescentar nada em nossa vida.

Eu ainda tenho que ver pois trabalho com isso, você não precisa passar por isso e é nisso que você precisa pensar.

Maniac é interessante, sim, mas depois de alguns episódios fica arrastado e eu me peguei com um tédio da porra.

Fiquei com a nítida impressão de que os episódios intermediários foram pensados para serem geniais dentro da curiosa proposta da minissérie mas que no final das contas não ajudaram em nada a formar um enredo coeso, tijolinho por tijolinho.

Parece que se você pular um ou outro episódio não vai perder nada importante, e se você assistir a todos tenho certeza que vai me entender e concordar comigo.

E, sem dar spoilers, eu fiquei com a sensação de que o final de Maniac não conversa com o enredo dos episódios iniciais, parece que ele existe pra gente esquecer tudo o que vimos antes.

Se foi essa a idéia, parabéns aos realizadores.

O problema é que eu não me esqueci dos meus momentos de tédio…

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