Mad Men e o “Sonho Americano”

Afinal, o “Sonho Americano” é um mero padrão imposto para fazer as pessoas sempre sonharem alto e nunca se satisfazerem ou é um exemplo que devemos buscar? Bom, ao menos em Mad Men essa resposta vem de forma bem direta.

 

Mas o quê é o “Sonho Americano”?

O Sonho Americano (no original: American Dream) é um ethos nacional dos Estados Unidos, uma variedade de ideais que liberdade inclui a chance para o sucesso e prosperidade, maior mobilidades social para as famílias e crianças, alcançada através de trabalho duro em uma sociedade sem obstáculos. Na definição do que é o “Sonho Americano”, por James Truslow Adams, em 1931, afirma que “a vida deveria ser melhor e mais rica e mais completa para todos, com oportunidades para todos baseado em suas habilidades ou conquistas”, independente de sua classe social ou circunstâncias do nascimento.

O sonho americano é enraizado na Declaração da Independência dos Estados Unidos, que proclamou que “todos os homens são criados iguais” com direito a “vida, liberdade, propriedade e a busca pela felicidade”.

Esse é um resumo do que é o “Sonho Americano” e que foi enraizado nos anos 1930 pra frente. A tentativa era de imprimir um pensamento de igualdade e de quem tinha família e emprego, era uma pessoa bem sucedida e feliz.

Porém, em Mad Men, vemos todos os personagens (homens) conquistarem isso e jogar no lixo. Tendo exemplo máximo disso o Don e o Roger.

E afinal, até onde uma pessoa tem que ir, o quê tem que conquistar para realmente se sentir plena?

Mad Men traz uma visão visceral sempre que toca em assuntos críticos, tão atuais, mesmo numa série que se passa nos anos 60.

É impossível não dizer que a forma como o racismo, homofobia, machismo e o emponderamento feminino é feito de forma sutil. Quase nunca virando o carro chefe do episódio, mas sempre estando ali presente. Sempre que você quiser parar, irá perceber e se incomodar com a verdade sendo jogado na sua cara.

Mad Men é pertinente em levantar perguntas atemporais

Don, Roger, Peter, Lane e outros. Todos businessman mans sucedidos, ao menos em algum momento da trama e todos com o mesmo comportamento. Traindo suas esposas, estressados com seus trabalhos e nunca satisfeitos com o que possuem. Mas por quê isso se eles estavam no topo do mundo, segundo a filosofia do sonho americano?

O que Matthew Weiner ao meu ver tenta imprimir aqui é claro, todos esses personagens agem assim, pois são vazios.

Entenda, Don é um dos protagonistas mais enigmáticos -e bem construído- da história, mas quando você consegue entender ele. consegue ver que apesar de estar sempre cercado por fama, é uma pessoa vazia.

Este vazio que significa uma falta de uma meta em sua vida. Pois apesar dele de alguma forma procurar a felicidade, não sabe a como encontrar.

E isso vai de frente com o sonho americano. Se você não consegue traçar uma caminho correto para está “meta” em sua vida, logo não consegue o sucesso devido.

É de fato uma visão patriotista, mas inserida de maneira sutil e apropriada com o passado do personagem. No fim da série, isto fica mais que implícito.

Leia Também: Matthew Weiner e a brilhante Mad Men

Mad Men se encontra na integra na Netflix.

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