Homem Aranha: Azul – Nerd Rabugento Dicas

Assistiu Homem Aranha: De volta ao Lar e quer conhecer mais dele? Conheça uma de suas melhores histórias.

 

Homem Aranha é um dos heróis mais queridos de todos, e com uma grande popularidade, vem histórias memoráveis. Homem Aranha: Azul (Spider Man: Blue,  2012-2013) é uma das histórias que todo admirador do cabeça de teia deveria e precisa conhecer.

As coisas pioram muito, muito mesmo antes de começarem a melhorar.”  

Essa é frase chave da minissérie de 2013, lançada originalmente em 6 edições e depois um encadernado, foi escrita por Jeph Loeb (responsável  também por  Demolidor: Amarelo, 2012, Hulk: Cinza, 2014, e Capitão America: Branco, 2015 ) e desenhada por Tim Sales.

Homem Aranha: Azul é uma ótima HQ para conhecer o quanto Gwen Stacy significou para Peter Parker e como a morte dela fez o mundo dele nunca mais ser o mesmo.  Foi lançada no Brasil em um encadernado dos grandes clássicos.

Anos se passariam e ela sempre estaria no coração do cabeça de teia. Amores verdadeiros não morrem, hibernam.

A minissérie começa com uma narração em primeira pessoa com Peter/Homem Aranha em balões de cores azul, gravando em seu velho gravador enquanto se lembra desde quando conheceu Gwen Stacy até o dia da morte dela.  A cor do título não foi escolhida ao acaso e traz um grande significado a história e está em diversos detalhes como sombreamento, cores de roupa e ao fundo do cenário. Um belo trabalho do uso de cores e não podemos esquecer, da simples e bela arte de  Tim Sales.

Gwen foi o primeiro grande amor de Peter Parker, e mesmo no futuro já namorando Mary Jane, ainda sente falta dela e guarda todas as lembranças a respeito da loira com muito amor. Todos os dias dos namorados ele visita o local da morte de seu falecido amor e leva uma rosa para ela.

O que faz o Homem Aranha ser um personagem tão amado por todos?

Além de lidar com os super vilões que infernizam a sua vida e a cidade de Nova York, o Homem Aranha é um personagem tão querido porque ele sofre de dramas cotianos: ajudar a família (no caso, sua amada Tia May), pagar contas, ir bem na faculdade e conseguir conquistar a garota dos seus sonhos. Peter Parker representa a todos nós, leitores, que nos conectamos facilmente com sua história e as sucessões de acasos e tragédias que permeiam sua vida. Homem Aranha é humano como poucos personagens são. É o nerd Peter Parker, desajustado, que sofre bullyng,  é inseguro, está em busca do seu próprio espaço. Que erra, acerta, e sofre! E como sofre o pobre coitado! E tenta levar a vida com seu característico senso de humor contagiante. Peter, enquanto Homem Aranha, luta contra o crime com seu código de honra implacável, o fazendo ser respeitado e admirado até mesmo pelos grandes heróis da Marvel como o Capitão América e Homem de Ferro; e também, como todo humano de caráter, ama com intensidade os  seus interesses amorosos. Amor este que manifesta-se em Gwen Stacy, iniciado em uma forte paixonite. Posteriormente em Mary Jane, a mulher que se casaria e ficaria mais tempo ao lado.

Homem Aranha: Azul é uma história de amor, com ação e boas lutas  contra alguns dos vilões mais conhecidos da galeria do teioso: Duende Verde, Rino, Abutre, Lagarto Kraven. A trama  desenvolve muito bem a transição de adolescente a adulto do jovem Peter mostrando o início de sua amizade com Harry Osbourne, filho do seu arqui inimigo, Duende Verde (Norman Osbourne), e Flash Tompson, o valentão da escola trabalho e fã do Homem Aranha.  A história mostra desde momentos no Clarim Diário com Peter negociando os preços das fotos do Homem Aranha com J.J Jameson e tudo que é canônico e clássico na mitologia do aracnídeo, que infelizmente, termina em tragédia, mas ainda sim é uma bela e melancólica história de amor. Um verdadeiro tributo a  Gwen e ao dia dos namorados.

“As pessoas ficam nas nossas vidas pelo tempo que são lembradas. E eu não quero te esquecer, Gwen. Fica comigo…” 

Por que todo fã de quadrinho deveria ler?

Homem Aranha: Azul é um retrato de como os traumas marcaram e marcam a vida de Peter Parker. A HQ tem um texto bem sentimental e uma bela mensagem de continuidade e respeito ao passado. A cada narração de Peter no gravador refletimos sobre a forma que nos relacionamos e como devemos amar intensamente, porque uma hora tudo pode e irá terminar. Somos finitos, mas não enquanto amamos. A HQ possui ótimas referências além de belas homenagens a Stan Lee e Steve Dikto, inclusive com uma das páginas remetendo a primeira edição do escalador de paredes. Um trabalho respeitoso, poético e com alto teor nostálgico para qualquer apreciador de boas histórias da nona arte.

“Acho que, quando tento entender… entender como me sinto às vezes nesta época do ano, eu me sinto triste. Como a cor azul. Não que eu não goste de azul, mas… é uma cor triste. Como o Jazz… Como o Blues…”  

Azul é a cor da nostalgia

Se você não tem o hábito de ler quadrinhos e quer se divertir e se emocionar com uma boa história, recomendo fortemente Homem Aranha: Azul.  São apenas 6 edições, que é mais facilmente encontrada em sua versão encadernada, com um total de aproximadamente 150 páginas que passam tão rápido que vai querer ler novamente. Todos os elementos que fazem do Homem Aranha o maior herói da Marvel estão aqui. Tudo que faz dele uma inspiração, um grande personagem e aquele amigo que nós gostaríamos de ter e aquela pessoa que gostaríamos de ser.

Dizem que a cor do amor é o vermelho, nesse caso, azul seria a cor da saudade e da nostalgia.

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