GLOW, a nova série da Netflix sobre mulheres e luta livre

GLOW é a nova série criada por Liz Flahive e Carly Mensch que segue o modelo estrutural que a produtora Jenji Kohan criou para Orange is The New Black, sucesso na Netflix.

 

Um grupo de mulheres se une em torno de um espetáculo de Luta Livrequando eu era moleque adorava assistir a essas coisas!

Ruth (Alison Brie) é uma atriz focada em seu trabalho mas frustrada por não conseguir um trabalho e Debbie (Betty Gilpin), também atriz, que deu um tempo na carreira para ter um bebê, eram amigas até terem um conflito pessoal.

Na falta de oportunidade melhor elas se juntam a Sam e Bash, dois produtores de cinema que tem a idéia de criar um programa de luta livre apenas com mulheres chamado GLOW: Gorgeous Ladies Of Wrestling.

Junta-se a eles Cherry (Sydelle Noel), uma dublê que procura um show onde ela possa atuar enquanto cai; Carmen (Britney Young), filha de um lendário lutador de luta livre que não quer que a filha entre nesse meio; Justine (Britt Baron), uma adolescente obcecada pelos filmes de Sam; Melrose (Jackie Tohn), uma garota que faz qualquer coisa para aparecer; e Sheila A Mulher Lobo (Gayle Rankin), uma moça esquisita que se recusa a sair do papel de mulher lobo e que procura um espaço onde não seja tratada como uma esquisita; entre outras.

GLOW tem dez episódios, três a menos que a média das séries originais da Netflix, e isso é bom. Pois se, com apenas dez episódios, em alguns momentos é possível sentir a série se arrastar, imagina com treze.

O conceito de GLOW é bem parecido com o de OITNB, unir um grupo grande de mulheres em um espaço comum e fazê-las conviver com seus problemas, angústias e descobertas.

Mas falta carisma para o grupo. Alison Brie é uma boa atriz, mas mesmo sendo protagonista sua personagem Ruth não parece ter força para carregar a série. Debbie surge para fazer o contrapeso, mas também desaparece em alguns momentos.

E apesar de fofas e simpáticas, nenhuma das outras personagens realmente ganha o espectador, seja pelo carisma ou pela história pessoal de cada uma delas.

A produção e os detalhes dos anos 80 são ótimos, com uma trilha sonora que arremessa o espectador para a época. Cabelos, coreografias, sobrancelhas, roupas, carros, tá tudo lá.

O ritmo dos episódios é constante, e esse talvez seja o grande problema. É um ritmo lento, que tropeça nele mesmo, que falha quando tenta entregar o inesperado. Tem alguns bons momentos, nenhum realmente marcante, e o todo é meio insosso.

Entra provavelmente naquela lista das melhores piores séries pra ver, já que é fácil de consumir e perfeitamente esquecível. Se você espera uma nova Orange is the New Black, esqueça. GLOW tem outra pegada.

Vale à penas assistir a GLOW?

É uma série bobinha, fofinha, inteligente, sem maiores pretensões, nem sempre engraçada mas sempre divertida, perfeita para assistir de uma só vez, para passar o tempo naquele final de semana gelado embaixo de uns cobertores.

A aposta que eu faço é que GLOW, pela simplicidade e facilidade de ser consumida deve alcançar sucesso suficiente para ganhar mais três ou quatro temporadas, nos próximos anos.

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