Everything Sucks! – Crítica

Nova série original da Netflix traz adolescentes com os hormônios à flor da pele lidando com a vida no ensino médio nos anos 90. Espera aí, já não vimos isso antes ?

 

É impossível não lembrar de Freaks and Geeks quando se trata de uma série com adolescentes como protagonistas, afinal, a série estourou quando foi lançada em 1999 e infelizmente teve apenas uma temporada, mas deixou um legado e influenciou praticamente toda série de televisão ambientada em ensino médio que vieram logo em seguida. A série mostrava a vida durante os anos 90, não existiam smartphones, Netflix, DVD’s, a internet estava dando seus primeiros passos e a fita cassete ainda precisava ser rebobinada antes de devolver para as locadoras de vídeo.

Eis então Everything Sucks! uma nova aposta da Netflix que bebe muito da fonte de Freaks and Geeks e sofre bastante com isso. O principal problema de Everything Sucks! é a falta de identidade, não há nada de diferente do que já foi visto antes, a única diferença é que a opção sexual é um tema que tem mais relevância, mas é muito afetado por causa do roteiro mal escrito da série. O tom é outro problema, pois a série não sabe o que quer ser, uma hora é um drama exagerado sobre felicidade e desilusões amorosas, e outra é uma comédia com piadas sem graça, os diálogos horrorosos estragam praticamente todas as cenas recheadas com bastante carga emocional.

Os dois protagonistas da série, Luke e Kate são os únicos personagens que têm um desenvolvimento relevante, já os coadjuvantes, como os pais dos protagonistas e os colegas de classe estão ali na tela por estar mesmo, pois não há nenhum desenvolvimento, e quando há alguma informação sobre aquela personagem, é simplesmente jogado. A sensação é de que os roteiristas da série não escreveram o suficiente para preencher 10 episódios de apenas 20 minutos e simplesmente jogaram uma carga dramática aleatória para tentar acrescentar algo a mais na série.

Tirando esses problemas, a série tem coisas positivas. A ambientação é boa e a trilha sonora é ótima; Oasis, Spacehog, Weezer, entre outras bandas e artistas marcam presença.

Vale a pena perder tempo assistindo ?

Se você não tem absolutamente nada melhor pra fazer e está com preguiça de correr atrás de Freaks and Geeks (até porque infelizmente saiu do catálogo da Netflix), até vale, em 3 horas você consegue ver todos os episódios.

As tramas de Kate e Luke são as mais bem desenvolvidas e tem potencial caso a série ganhe uma segunda temporada. Mas vai precisar de roteiristas melhores.

Vamos falar de coisa boa?

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