ESPECIAL: UM OLHAR PSICÓTICO DE JOKER

Neste especial, em uma forma de prepararmos para a chegada do longa Joker – que estreia dia 3 de Outubro – abordarei a psicopatia do maior vilão dos quadrinhos. A loucura inerente é a essência, na qual se vale a ousadia e a destreza de vangloriar a si mesmo. De uma contestação ímpar, Joker desafia as leis da natureza humana, do sistema político/público e da opinião popular, somente para atingir o maior símbolo de Gotham: Batman!

 

A ideia é reunir todos os Joker’s já feitos – inclusive da animação – e fazer um paralelo individual, mostrando todos os elementos de psicopatia. Cada ator interpreta ao seu julgo estado, denotando os maneirismos que geram o famoso caos – seja por gesticulações ou por palavras, como um influenciador, transformando no serial killer de uma traquinagem sádica, em um mundo corruptível e violento.

É um estudo contextualizado, com base na psicologia e tenta ‘pigmentar’ certa parcialidade ao falar de uma parte consciente de um mero psicopata. No entanto, cabe dizer que o próprio autor desta coluna – em sua permissão involuntária – não tem formação acadêmica de Psicologia, e tenta readmitir uma orientação à base de livros de psicólogos e terapeutas.  Sendo assim, suscetível ao erro e perante da necessidade de editar qualquer falha que venha a ser discutida. Eis os atores  na qual explanaremos a seguir:

|- Cesar Romero (1966)

|- Jack Nicholson (1989)

|- Mark  Hamill (1993)

|- Heath Ledger (2008)

|- Cameron Monaghan (2015)

|- Jared Leto (2016)

|- Joaquin Phoenix (2019)

“As emoções humanas são um presente de nossos ancestrais animais. Crueldade é um presente que a humanidade deu a si mesma”- Hannibal Lecter

CESAR ROMERO (1966, SÉRIE ‘BATMAN’)

-“Isso não o deprime? Saber o quão sozinho você realmente está?”

Cesar Romero contracenou a primeira versão televisiva do Joker, na aclamada (e saudosista) série do Batman na década de 60. Em parte do detrimento de uma classificação etária da época (que também atingiu a série e os quadrinhos), Romero construiu um Joker menos sombrio e mais cômico. De modo autêntico, Joker de 1966 impõe a sagacidade no seu trâmite de humor, sendo subversivo ao ponto de ser irônico, debochado e bem repulsivo.

A psicopatia de Joker, na versão de Romero, baseia no transtorno de conduta: egoísta, insensível, busca denegrir outras pessoas sem o medo da culpa. O sarcasmo é evidente, no comparativo com teu mundo, alheio à sua própria vontade.  Basicamente, comporta como uma criança – ora com seus intrépidos diálogos, ora com seus desejos inconvenientes.

É um Joker com inúmeras tarjas de sentimentos, porém com mais exibicionismo e menos relações contextuais, em suas investidas imorais. E não se considera um homicida.

JACK NICHOLSON (1989, FILME ‘BATMAN’)

– “Você já dançou com o demônio sob a luz do luar?”

Considerado o primeiro filme de grande escala de super-herói, de um grande estúdio – Warner Bros – aqui introduz o mais famoso caricato de Joker – graças à atuação de Jack Nicholson. É aclamado pela cultura pop, por sua referência de seus diálogos e pelo modo cartunesco de suas gesticulações.

Dirigido pelo Tim Burton, o gótico e o sombrio de Gotham transfere na autonomia do crime, sendo exaustivamente uma característica mórbida de Joker – um entusiasta de verborragia, n’um catálogo de ideias existencialistas e pontuais. Como um trajeto de ações aleatórias, Joker é manipulativo, egocêntrico e até disciplinado – para o seu próprio ego.

Joker de Jack Nicholson é um ser dissimulado, incapaz de sentir pena e busca satisfação pela tortura física e psicológica.

MARK HAMILL (1993,ANIMAÇÃO ‘BATMAN’)

– “Tá me achando com cara de quê? Palhaço? Olha só você, todo vestido de preto!”

Como ousar definir um ator, cuja contribuição na cultura pop pode resumir em dois grandes personagens: Luke Skywalker (Star Wars) e Joker – usando somente a voz?

A personalidade de Joker é construída pela voz de Hamill, denotando um palhaço afoito de costumeiras teorias e muitas suposições. Teu apreço pelo Batman é visível, e aqui entorna o lado mais psico que se encontra nas HQ’s: isolamento social, danos físicos/psicológico e o narcisismo involuntário, trazendo a enorme contribuição para o que ele é, de fato. Um gênio disfarçado no seu estúpido consolador, um subproduto da falência em que se encontra Gotham.

HEATH LEDGER (2008, FILME ‘THE DARK KNIGHT’)

– “Basta um dia ruim, para tornar o mais são dos homens, em um lunático”

Considerado o melhor Joker de todas as mídias existentes, Ledger apresenta um Joker mais incisivo, lúcido, anárquico e extremamente confiante. O psicótico de Joker assemelha à um homicida operante, degradado à uma posição de anarquia – como força de poder e no manipulativo de ideias conflitosas.

Joker usa o comparativo entre o seu alter-ego e o Batman, confidenciado à mostrar que, ambos, detém a mesma analogia de ética – e a loucura é só um artifício p’rá compensar toda a culpa de não ter culpa de nada. É desafiador no engenho de processo criativo, e catalisa toda inteligência em um fator de escolhas, mesmo que seja para o mal.

É um psicopata anacrônico, que não se sente falta de um prazer material ou físico; mas quer realizar-se na contundência do quão igualmente é, em relação ao Batman e em tudo que há ao redor. É um ser perigoso, manipulativo e faz do seu convencimento de modo coletivo, ao seu favor. E estratégico de modo visceral, se colocando à frente como uma resposta de domínio próprio – com a intenção de colocar o sistema político/religioso/público contra eles mesmos.

CAMERON MONAGHAN (2015, SÉRIE ‘GOTHAM’)

-“Introduza um pouco de anarquia, perturbe a ordem vigente e então tudo se torna um caos.”

Na série Gotham, que recentemente teve sua última temporada, ofereceu uma perspectiva diferente de Joker – com outras nuances e identificações ( é conhecido como “J”, por exemplo e, anteriormente, era identificado como Jerome Valeska).

Joker, em sua análise, é um completo alucinado, na conveniência de seu espírito pobre de estilo. Há marcas em seu rosto, na sutileza de uma violência física que acometera. Tem um psicológico afetado que, somados a ‘n’ fatores, foge de um estereotípico que o identifica, pois Joker consegue assimilar a sua realidade, embora seja uma forma utópica de fazer tua anarquia como um subterfúgio sem lar. O que se passa no consciente, é apenas a lembrança e um gatilho p’rá desarmar a lucidez aparente.

JARED LETO (2016, FILME ‘ESQUADRÃO SUICIDA’)

– “Nós deixamos de procurar os monstros embaixo de nossas camas, quando percebemos que eles estão dentro de nós”

 É questionável a qualidade do longa, enquanto em detrimento da narrativa. Porém, há uma lacuna – embora pequena – em que insere o Joker e é o que importa por aqui.

Joker é um completo insano, n’uma busca conjecturada de liberdade, prazer e luxo. Em uma relação de abusos e exageros, a psicopatia encara o silêncio como um refúgio, pronto p’rá explorar os seus desígnios como uma fuga. ‘Danificado’ em seu interior, tenta exclamar toda sua dor em um intenso catalisador de raiva.

Entre todos os Joker’s na coluna, é o menos assemelha à essência das HQ’s – e também é menos lembrado, por teu curto momento no longa.

JOAQUIN PHOENIX (2019, FILME ‘JOKER’)

 

-” Loucura é a saída de emergência! Você só precisa dar um passo para trás e fechar a porta com todas aquelas coisas horríveis que aconteceram… presas lá dentro… pra sempre.”

Ainda não estreou nos cinemas, mas a partir dos trailers e de algumas críticas, podemos analisar o Joker – e supor qual rumo que Phillips e Phoenix decidiram dar ao icônico personagem.

Dando ênfase no Joker, inserido no ‘mundo real’, é um ser com transtornos emocionais, com uma doença mental que, incontrolavelmente, o faz rir em qualquer situação ou lugar. Possui a insatisfação inerente ao teu passado, e passa a invocar a anarquia como um processo de demonizar todo caos – criando um reverso social contra a segurança pública de um Estado.

CONCLUSÃO FINAL

Em larga escala, Joker  é um símbolo anarquista, buscado a transpor toda insensibilidade como um meio fugaz, a transparecer toda a sua dor, raiva e desordem em seu convívio social. Não tolera os meios como um princípio, mas pelos fins que eles oferecem. Como um artefato de dissidência, Joker provoca o caos sem impor a própria racionalidade – e, nisto, Batman é feito de espelho, refletido de um modo contrário ao seu entendimento. Como Yin Yang, é incorporado o lado mais sádico de Joker, em detrimento pela falta de segurança emocional de Batman.

Joker fascina pela usualidade de seus planos, sempre arquitetado e de modo visceral. Além de contrapor ideias com diálogos conflitantes  e sinistros – para ilustrar a hipocrisia da velha repressão moral/social do sistema.

 

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