Livros e contos de Fantasia Medieval – Nerd Rabugento Dicas

Histórias de fantasia fazem parte do inconsciente coletivo dos seres humanos, pois tais contos foram passados de geração a geração, e até os dias de hoje habitam e cativam o imaginário das pessoas. Seja através de mitologias, ou da literatura propriamente dita, as histórias que envolvem mundos fantásticos habitados por criaturas mágicas, feiticeiros malignos e heróis destemidos nos fazem embarcar em grandes aventuras.

 

Além das obras escritas, o gênero Fantasia também possui histórias em outras mídias, tais como o cinema, games, jogos de RPG, séries de televisão e histórias em quadrinhos. Siga abaixo algumas indicações de fantasia que todo nerd deve obrigatoriamente conhecer.

Obs: Não estão em ordem de importância.


Conan, o Bárbaro

O subgênero de fantasia “Espada e Feitiçaria” pode ser creditado principalmente a dois homens, o americano Robert E. Howard, criador do personagem Conan, o Bárbaro e o célebre escritor britânico J.R.R Tolkien, criador da épica saga “O Senhor dos Anéis”.

A jornada do guerreiro Cimério criado por Howard em 1932, na revista Weird Tales no conto chamado “A Fênix na Espada” já o levou por diversos caminhos, desde ladrão, general, pirata e por último rei.

Mas foi nas mãos do escritor Roy Thomas e dos quadrinhistas John Buscema e Alfredo Alcala que Conan ganhou aventuras nos quadrinhos que são obrigatórias para qualquer fã de fantasia medieval, entre elas a história “A Torre do Elefante”, publicada na fase Marvel Comics do Conan na revista, A Espada Selvagem de Conan.

A Torre do Elefante reúne basicamente todos os elementos clássicos de uma aventura digna de uma partida de RPG oldschool. Tudo começa em uma taverna onde o brutamonte bárbaro cimério de pele bronzeada escuta uma conversa a respeito de uma pedra preciosa que está escondida em uma torre que é guardada por feras e protegida por um feiticeiro nefasto. Tem coisa mais RPG que isso?

Outra de várias recomendações de histórias do Conan é a aventura “Os Espectros do Castelo Rubro”. Conan resgata uma misteriosa escrava de um bando de saqueadores e a leva até uma fortaleza cujo domínio está nas mãos de um velho amigo seu. Juntos eles planejam vender a escrava para um poderoso chefe tribal e com isso dividir os lucros. Mas grandes reviravoltas fazem com que história tome outros caminhos. Tudo isso regado com um background de que a fortaleza citada acima possui um segredo aterrador e sinistro.


O Silmarillion

Quando o assunto é Tolkien, indicar obras como O Senhor dos Anéis, ou O Hobbit, seriam indicações demasiadas óbvias. Para fugir do óbvio, uma das obras obrigatórias para todos os fãs da mitologia de Tolkien é o livro “O Silmarillion”, que remonta eventos ocorridos em eras muito anteriores às mostradas na guerra do anel em O Senhor dos Anéis.

Um dos fatores que fazem de Tolkien um dos maiores escritores de todos os tempos é a sua complexidade narrativa. Tudo nas obras tem um passado, tem um porque, nada no universo de Tolkien existe sem um significado, desde um moinho há muito abandonado, até uma colina esverdeada nas regiões selvagens da Terra Média, tudo tem um propósito. Tolkien não economizava em detalhes.

O primeiro capítulo “A Música dos Ainur”, é um verdadeiro deleite narrativo, que nos leva até o mundo dos sonhos. O capitulo mostra a criação da Terra Média pelos Ainurs, divindades que em seu vazio existencial, criaram o novo mundo através da música. Além de focar no lado místico e celeste da coisa, o conto também narra as épicas guerras entre os altos-elfos contra Morgoroth, o primeiro Senhor do Escuro, tão terrível e cruel quanto o velho e conhecido do público, Sauron que forjou o “Um Anel”.


O Feiticeiro de Terramar

Harry Potter e sua turma talvez sejam o conto de bruxos mais famoso da era moderna, mas em 1968, a escritora norte americana, Úrsula K. Le Guin escreveu uma história igualmente incrível, “O Feiticeiro de Terramar”. O conto narra à cruzada de um jovem chamado Ged, que ainda cedo começa a descobrir que tem talentos e dons para aprender os caminhos da magia. Fatores que no decorrer da história acaba despertando certa arrogância e prepotência no personagem. No decorrer de seu aprendizado para se tornar um mago, o jovem em um ato de exibicionismo e orgulho acaba despertando um monstro trevoso cujo único objetivo é persegui-lo e destruí-lo até os confins do mundo. No final Ged acaba se envolvendo em uma jornada que o coloca pelos mares de Terramar.

O interessante na história não é apenas a jornada de Ged rumo ao desconhecido e o perigo que ele constantemente enfrenta, mas sim a dualidade presente no personagem que precisa encontrar dentro de si a coexistência de dois conceitos contrários, o bem e o mal. Muito provavelmente a escritora britânica J.K Rowling deve ter lido muito Úrsula K. Le Guin antes de escrever Harry Potter.

A genialidade de Úrsula K. Le Guin neste conto não tem limites. Muitos podem estar se perguntando, como é esse tal Ged que é o protagonista do livro? Pois bem, ele não é como o jovem Merlin, ele é descrito como um jovem com pele marrom–acobreada, ou seja, uma total quebra de estereótipos dos tradicionais heróis de fantasia. Além disso, não a militarismos, não existem exércitos combatendo um Senhor do Escuro, ou bruxos combatendo um Valtdemort. Não, a luta de Ged é para descobrir o seu verdadeiro inimigo e as trevas que habitam o seu interior.


Crônicas Saxônicas

Para aqueles que preferem contos mais sangrentos, com guerreiros vestidos com cotas de malha, elmos e armados com machados de guerra lutando contra uma parede de escudos inimiga, a série de livros, Crônicas Saxônicas, escrita pelo britânico, Bernard Cornwell é um prato cheio. A série dividida em 10 volumes mostra a invasão dinamarquesa no século IX contra os reinos saxões localizados na ilha da Bretanha. Ainda jovem, o protagonista Uthred de Bebbanburg, um inglês, é capturado pelos invasores e acaba criando um laço familiar e afetivo com os seus próprios captores.

Crônicas Saxônicas talvez não entre no gênero fantasia propriamente dita, pois a série é baseada em fatos históricos ocorridos durante a formação do que mais tarde viria a ser o reino da Inglaterra unificado. A saga pode ser classificada como romance para alguns ou até mesmo guerra para outros. Mas para quem gosta de sangue, porrada, guerras e batalhas ferrenhas, Crônicas Saxônicas é um prato cheio.


Muitos podem estar se perguntando, mas onde está as indicações de Harry Potter e As Crônicas de Gelo e Fogo, escrita por George R.R. Martin, pois bem, essas seriam algumas indicações óbvias assim como os contos de rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. Qual indicação de fantasia você acha que devia estar na lista, deixe nos comentários. É claro que tem muito mais coisas e obras para citar, Dragonlance.

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