Devilman Crybaby – Os demônios invadiram a Netflix!

Devilman Crybaby é a nova aposta da Netflix para o público que gosta de animes, e apesar da história apressada, ainda consegue prender o espectador.

 

Akira é um garoto do colegial comum, de aparência frágil, muito sensível e que chora facilmente (por isso o crybaby no título); assim que volta a reencontrar seu antigo amigo Ryo, um jovem de cabelos loiros platinados, é tragado para uma trama de conspiração envolvendo demônios. Ryo explica que demônios existem entre os humanos e podem se mesclar com pessoas, mas ninguém sabe disso, sendo seu objetivo revelar esse segredo ao mundo. É explicado que, se uma pessoa não perder o controle quando se mesclar com um demônio, é capaz de ganhar os poderes dele e continuar humano. Porém, caso a pessoa seja dominada pelo demônio, se tornará violenta, causando mortes com assassinatos brutais. Em um evento desencadeado por Ryo para revelar um dos demônios, Akira acaba se mesclando com uma dessas criaturas diabólicas.

O jovem ingênuo de antes acaba tendo uma mudança drástica de físico e personalidade, ficando musculoso e com um visual badass, ganhando também um aumento de velocidade, força e agilidade surpreendentes. Além disso, também pode se transformar em Devilman, com a aparência de um meio termo entre humano e demônio. A trama inicialmente mostra Akira combatendo as diferentes criaturas, entretanto, conforme vamos avançando os episódios, percebemos que estamos envolvidos em algo muito maior, e que acabará em proporções épicas. Não cheguei a acompanhar o anime antigo nem a ler o manga original que deu origem a essas adaptações, mas sei que a produção tomou várias liberdades na hora de contar a história. Outro detalhe é que o anime antigo e o atual não possuem relação entre si, mantendo somente uma referência ou outra.

Uma história apressada

É interessante como trabalham na história a mitologia cristã em nossa época contemporânea, envolvendo uma mídia manipulativa, opiniões divergentes em redes sociais e o quão difíceis e complexas são as relações humanas; mas não há espaço para um aprofundamento maior dos temas, muito menos para a busca de um pensamento subjetivo sobre o que é mostrado. E a principal culpa é terem apressado toda a história em apenas 10 episódios, que ao meu ver poderiam ter o dobro e contado a história com mais detalhes.

Em alguns momentos Devilman Crybaby lembra muito em vários aspectos Aeon Flux, a animação incrível criada por Peter Chung para a MTV nos anos 90. O estilo de animação brinca o tempo todo com perspectivas e proporções distorcidas, simbologias, situações bizarras e estranhas, e seu final é tão absurdo quanto. Porém, enquanto Aeon Flux buscava uma maior ousadia na narrativa, Devilman Crybaby acaba se aproximando muito mais da estrutura de um shonen convencional do que um anime seinen (voltado para adultos), mesmo exibindo cenas de nudez, sexuais ou de gore.

Alguns outros destaques do anime ficam por conta da trilha sonora, basicamente composta por músicas eletrônicas, e que passam com eficiência o clima da série. Quem gosta deste tipo de música ficará por dias com a trilha na cabeça. O character design, mesmo um pouco cartunesco, funciona e traz identidade para a obra. Gostei tanto do visual dos humanos quanto dos demônios (que são realmente monstros com formas loucas e deformadas). Por fim, é um anime com um bom ritmo, mesmo com problemas fiquei curioso sobre como tudo terminaria no final. É perfeito para fazer maratona em apenas uma tarde.

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