CRÍTICA: VOCÊ NEM IMAGINA (NETFLIX)

A Netflix faz um grande sucesso com a galera adolescente, por causa de séries como Os 13 Porquês e filmes como A Barraca do Beijo, Para Todos Os Garotos Que Já Amei e Modo Avião; e agora, em maio de 2020, vem com uma nova aposta: Você Nem Imagina!

 

O trailer divulgado pelo streaming – a alguns meses atrás – me despertou o interesse. Somado ao  burburinho de que teria alguma personagem de grande importância na comunidade LGTB’S.

O longa começa muito bem, citando filósofos gregos e explica que não se trata de mais uma comédia romântica ou de um filme “teen”; e acerta nisso, porque realmente o roteiro é tão confuso e cheio de falhas, que não saberia em qual categoria o classificaria.

O enredo conta o amadurecimento da personagem Ellie Chu, vivida pela atriz Leah Lewis, que cresce numa cidade do interior dos Estados Unidos, e ela é filha de imigrantes chineses. Ela não se enquadra direito ao Ensino Médio e ainda tem que cuidar do pai, que não fala o inglês corretamente e que não superou a morte da mãe – tornando-a adulta da casa.

Para conseguir pagar as contas, ela faz trabalhos escolares para os outros estudantes, até o momento que Paul (Daniel Diemer) pede sua ajuda para escrever uma carta de amor para Aster Flores (Alexxis Lemire). E o clichê está formado! Porém, o clima de romance não se desenvolve. As personagens sempre se encontram em questões existênciais que não são desenvolvidas. Dá a impressão que as ideias são jogadas e nunca concluídas. E, para completar o clichê, no melhor estilo Cyrano de Begerac, Ellie se vê apaixonada por Aster.

A questão da sexualidade da protagonista, vem se desenvolvendo numa crescente – nada escancarado – mas sempre se apresentando nas nuances. No entanto, é enfiado goela abaixo do espectador, de modo forçoso e ainda na igreja – talvez com a intenção de chocar.

A fotografia e os cenários são muito delicados e sensíveis. Os enquadramentos – às vezes numa árvore, num trilho de trem ou num reflexo no espelho – demonstram um bom trabalho da  diretora Alice Wu. Os figurinos passam a impressão que a estória poderia se passar em qualquer cidade do interior, passando um pouco de veracidade ao filme.

O roteiro deixa muito a desejar. Tem muitas falhas, confusões e desencontros. Teve momentos em que apertei o “reward” – achando que tinha perdido alguma coisa – mas realmente faltou o tal “pedaço” necessário para completar o raciocínio.

A ideia de fazer mais um filme “teen” – desta vez acrescentando a temática “gay” – foi boa, mas pecou em sua execução! Tive a impressão que as ideias foram sendo apresentadas da mesma forma que um aluno faria, em um seminário. Entretanto, tocou o sinal e ele teve que concluir, sem se aprofundar em nada e sem realmente conectar nenhum argumento – tornando o filme bom, mas esquecível.

Pontos Fortes: 

  • Fotografia;
  • Atuação da Protagonista.

Pontos Fracos:

  • Roteiro.

Você Nem Imagina está em cartaz na Netflix.

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