CRÍTICA: TOY STORY 4

Uma das franquias cinematográficas que mais geram nostalgia, saudade e gostinho de infância, volta – depois de nove anos – a nos entreter com mais uma grande ‘novidade’: embora não seja tão relevante quanto a primeira trilogia de Toy Story. Bastando, então, a entender por trás do roteiro deste quarto filme…

 

A animação de Pixar/Disney foi dirigida por Josh Cooley, estreante à frente de direção. Porém, já esteve nos bastidores de filmes como Divertida Mente, alguns spin-offs de Toy Story. Isto já lhe credencia como alguém que conhece o ambiente criativo da animação, e também dos personagens, nas quais são bem inseridos neste longa. O roteiro foi feito em conjunto com Andrew Stanton, Lee Unkrich, Rashida Jones, John Lasseter, Pete Docter e Will McCormack, e com a frente de produção, a Galyn Susman.

O maior mérito deste longa é, de longe, a facilidade de criar histórias diferentes para um conceito já estabelecido: um brinquedo, uma criança e um resgate. Aqui, haverá mais coadjuvantes em personagens já consagrados, como o Buzz Lightyear e Jessy, e trazer maior protagonismo entre Woody, Betty e o novo personagem, “Forky” – um garfinho carismático que, criado pela Bonnie,  não entende a responsabilidade de ser o brinquedo. Aliás, o humor é o ponto forte, justamente pela ingenuidade do garfinho, que teima em se diminuir a si mesmo – por achar-se inútil.

O que se extrai neste longa é o belíssimo tratamento de efeitos especiais, na qual a primeira cena – sob debaixo de uma chuva torrencial – espanta por parecer real demais. Alguns quadros depois, vemos a imponência do que é o efeito criado pelo computador. O tempo fez bem. E a tecnologia, em seu andamento natural, também. A história, embora simples, entorna o seu lado emocional e a busca explicativa de que todo mundo tem o seu lugar – e se aceitar do jeito que é. Uma necessidade da mensagem ao mundo que parece não se encontrar no autoestima que criou. Mais um ponto para o longa, com toda maestria.

De fato, emociona certas partes do longa – embora eu tenha sentido mais na trilogia de Toy Story, principalmente no terceiro filme. Pixar tem algo, em particularidade, na qual se pese a medida: sabe entregar todo potencial no emocionalismo e na compreensão moral de certos temas recorrentes de nossa sociedade. No terceiro ato, somos pegos de surpresa: uma reviravolta que pode trazer novas histórias para a franquia – que parece oxigenar criatividade, longevidade e sem perder a qualidade da mesma. Creio que ainda veremos mais Toy Story, a longo prazo – embora ache que não há necessidade, confesso.

Toy Story 4 é cativante, (muito) engraçado, motivador, reflexivo e divertido. Não há maré ruim quando o filme, mais uma vez, entrega toda a sua versatilidade em transitar entre os expectadores infantis e adultos. Ainda há aquela criança dentro de cada um…

Toy Story 4 está em cartaz nos cinemas.

 

 

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