CRÍTICA: STAR WARS – A ASCENSÃO SKYWALKER (SPOILERS)

Ao debulhar de um enredo de Rian Johnson – responsável pelo ousado e transcendental Star Wars: Os Últimos JediJ.J Abrams preferiu os desencontros narrativos para costurar pontas soltas e desencorajar-los à um apelo nostálgico, sem apressar à uma continuidade de uma coesão pré-estabelecida, dentro do cânone de Star Wars. Requerendo à uma certa negação pela obra anterior, Star Wars: A Ascensão Skywalker consegue trazer todo indisposto coletivo, pela falha construtiva de personagens – usado como um instrumento para fillers e reviravoltas inconsistentes – e pela falta de originalidade, em base de toda saga em que se carrega. Uma colcha de retalhos desmerecendo toda aura de um velho e utópico espaço de batalhas siderais.

 

Star Wars: A Ascensão Skywalker conta sobre um ano após a batalha entre a Resistência e a Primeira Ordem em Crait, tendo a Rey (Daisy Ridley) em sua busca em se tornar Jedi – na observação da General Leia (a saudosa Carrie Fisher). Enquanto isso, Rey (Daisy Ridley) e Kylo Ray (Adam Driver) seguem nos seus conflitos internos e pessoais, que se interferem na presença do temível e lendário Darth Sidious (Ian McDiarmid) – mais conhecido como Imperador Palpatine.

Deferindo uma visão quase imparcial – embora não exista imparcialidade em sua totalidade, sobre acerca deste longa – é necessário sobrepor todos os problemas técnicos e estruturais de narrativas, desde uma simples constatação de poder da Rey (Daisy Ridley) até nos arcos desperdiçados de Finn (John Boyega) e Poe Dameron (Oscar Isaac). Como uma espécie de resposta involuntária à uma classe de rabugice pela obra anterior, J.J Abrams transforma todo leque de possibilidades em uma grande antecipação de soluções risíveis e sem alma. Como explicar a angustiante e triste ‘morte’ de Chewbacca (Joonas Suotamo) , quando este retorna em um próximo quadro de cena – n’um passo de mágica? No que modifica pela história, ao desejar a vivência deste icônico personagem? Isto se repete, como na emocionante e ‘última’ frase de C-3PO (Anthony Daniels), antes de se oferecer no sacrifício (…e voilá, lá está ele depois!). E a volta de Palpatine desmonta todo o sacrifício de Anakin, sem alguma explicação plausível.

No entanto, podemos explanar – entre muitos erros – as condições positivas deste longa: a linda cena da luta entre Rey (Daisy Ridley) e Kylo (Adam Driver) nos destroços da Estrela da Morte, em meio a um mar turbulento, cinzento e agressivo. A sonoplastia é fantástica, definindo as margens da trilha sonora, em uma sensação cinematográfica de alto nível; a cenografia remete à originalidade da saga, trazendo pontos de grandes batalhas em um visual catártico,belo e imersivo; e a trilha sonora, que dispensa comentários.

Star Wars: A Ascensão Skywalker peca pela falta de originalidade, despojando toda nostalgia de uma saga de 42 anos – sem ter o vislumbramento para o próximo capítulo, deixando-a vazia, simples e nefasta. Em um caos narrativo, de diversas decisões equivocadas, danam-se o mais apaixonado pela história de resistência, amizade, amor e esperança – os próprios fãs.

Star Wars: A Ascensão Skywalker está em cartaz nos cinemas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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