CRÍTICA: SONIC – O FILME (SEM SPOILER)

SonicO Filme, é mais uma aventura típica de sessão da tarde. Vale a nostalgia pra quem, assim como eu, cresceu jogando com o porco espinho azul da SEGA – ao invés do encanador italiano nanico da NINTENDO.

 

O filme se inicia com Sonic fugindo do Dr. Robotnik por São Francisco –  há uma “quebra da quarta parede” –  e Sonic começa a nos explicar que a história não começa ali e, na sequência, o filme é praticamente rebobinado até a apresentação do planeta de origem, do pequeno ‘demônio azul’.

A ambientação digital no planeta de origem do Sonic, é baseada na fase inicial do clássico game “Sonic the Hedgenhog 2” (Mega Drive), e me fez arrepiar ao ver os loopings do nosso protagonista, com a trilha sonora baseada nos games ao fundo – mas deixou a desejar por não explorar muito.

Boa parte do longa é um Road Movie, onde Sonic tem como parceiro, o xerife Tom Wachowski (James Marsden), da pacata cidade Green Hill (sim, esse é o nome da primeira fase dos games e um dos diversos Easter Egg’s do filme) – que, após ter sua vida cruzada com a do ouriço, se vê em dívida e ajuda-o em sua trajetória.

As cenas em slow motion são o ápice do filme, e deixam Mercúrio (X-Men) e Flash (Liga da Justiça) pra trás – no quesito: carisma, criatividade e humor, durante a cena.

O filme tem pontos fortes,  como o humor atual e piadas colocadas em momentos certos, além da linguagem moderna utilizada. Sonic adora utilizar frases famosas de filmes, principalmente quando se trata de velocidade – como uma frase de Velozes e Furiosos dita por Brian (Paul Walker) para Toretto (Vin Diesel): “Família acima de tudo, Dom”. E você dará muitas risadas, ao saber que Sonic é fã de Keanu Reeves, que contracenara no filme Velocidade Máxima.

Não podemos deixar de lado, a ótima atuação de Jim Carrey, que logo me fez esquecer a versão do caricato vilão do game, e aceitar-o no papel – mesmo surgindo com uma bela cabeleira, e sem a barriga de tio cervejeiro. Os trejeitos e feições, do vilão, lembram muito os filmes clássicos de Jim Carrey nos anos 90.

Em SonicO Filme,  Jim interpreta o cientista Dr. Eggman Robotnik, contratado pelo governo americano para descobrir o motivo de um apagão, que afetou grande parte do país. Após a descoberta da existência do Sonic, se inicia a perseguição.

Senti falta de detalhes que só serão percebidos por quem já jogou Sonic, como – por exemplo – o número de ataques às maquinas para destruí-las; a versão de maior poder do Sonic ficar com raios azuis; e não mudar a cor dos pêlos para amarelo – também conhecido pelos gamers como Super Sonic ou Sonic Sayajin. E até mesmo o enredo do game foi ignorado, como Robotnik aprisionando animais e a missão do Sonic em libertar das garras do vilão.

O filme conta com duas ótimas cenas pós-créditos: a primeira, com o Robotnik avisando que devemos nos ver novamente no Natal. E a segunda cena é uma grande surpresa para os fãs, com um belo gancho para a continuação.

Vá aos cinemas, e se surpreenda com essa aventura! E talvez, assim como eu, você tire a poeira do seu console antigo, ou busque um emulador para ter mais uma dose de nostalgia.

Sonic – O Filme está em cartaz nos cinemas.

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