CRÍTICA: SEIS VEZES CONFUSÃO

N’uma diversificação no catálogo da Netflix, a própria oferece-se seu ‘modus operandis‘ para produtoras menores – com o intuito de enriquecer o conteúdo, na qual nem sempre resulta em qualidade. E neste caso do longa Seis Vezes Confusão, a qualidade é o que menos contextualiza durante seus 99 minutos de exibição – e lhe falta originalidade, à começar pelo roteiro cheio de clichês, e de estereótipos genuinamente ruins. Humor não define limites, mas imprime facetas – o que não ocorre por aqui.

Dirigido pelo Michael Tiddes – que tem uma longa experiência pelo gênero de comédia – e roteirizado pelo Rick Alvarez, em parceria com Marlon Wayans, o longa tenta desconstruir uma forma lícita de produzir humor em cima de congesticulações, de muitas conveniências narrativas e de pouca explanação de roteiro. Inspirado em uma reinvenção de atuação e no poder cognitivo, o longa se espelha em outros sucessos como ‘O Professor Aloprado‘, ‘Monty Phyton Em Busca do Cálice Sagrado‘, ‘Norbit‘ como parâmetro de construção de personagens, em um só ator atuante.

O longa sobrevive pelo caos de encenação, graças ao Marlon Wayans. Como ponto positivo – único, a julgar – ele consegue conectar a tantos personagens diferentes, com um propósito usual de surpreender pela versatilidade e conjecturação. Mesmo com um roteiro engessado, Wayans consegue transpôr as características sem fugir de suas habituais gesticulações, que é a marca registrada. No entanto, o talento é notório – e é triste pensar que Marlon Wayans simplesmente atuou em um grande drama clássico ‘Requiém Para Um Sonho’ , para então chegar até aqui e entrar em um projeto vazio e sem inspiração artística.

Percebe-se que não dei a relevância do enredo, e é por motivo muito simples: você já viu este filme antes. Mas, mesmo assim, descreverei a sinopse: Alan embarca em sua jornada particular para conhecer sua mãe biológica, antes da chegada do seu primeiro filho. Ao encontrar o seu irmão Russel, descobre-se – em um causo do acaso – que nasceu de sêxtuplos, e decide ir atrás dos outros quatros irmãos. E juntos, partem para uma nova jornada de descobertas, desencontros e constrangimentos.

Seis Vezes Confusão é uma comédia descompromissada, sem nenhum acréscimo de experiência artistica. Humor pobre, gesticulativo e apelativo, o longa só se salva pela atuação de Marlon Wayans – em seus seis personagens tão diferentes entre si. Se existir um dia tedioso, conflitante e sem nenhuma disposição, ofereça-te a dignidade e passe longe deste filme – pois pode te causar uma perda de tempo.

Seis Vezes Confusão já está no catálogo da Netflix.

 

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