CRÍTICA: RAMBO – ATÉ O FIM

Depois de quatros filmes da franquia Rambo, Stallone volta ao seu de um dos papéis mais icônicos da carreira. Mas teria a tal necessidade? Rambo emerge sobre a tensão polarizada e política dos EUA em relação ao México, e ganha força no propósito da narrativa – com inúmeras possibilidades. Mas cria um enredo fraco, com atuações (e diálogos) sofríveis e com um fim melancólico que sobrepõe toda a trama.

 

Rambo – Até o Fim, quinto e último filme da franquia, elabora a síntese de um homem aguerrido, com a paz prevalecida e longe dos traumas pós-guerra. Mesmo cansado, Rambo usa a distração do seu tempo como aliado, trabalhando em um rancho em uma divisa entre Estados Unidos e México.  Mas tudo muda quando a filha do seu amigo é sequestrada por um dos cartéis mais perigosos do México, e acabou por trazer maiores conflitos pessoais de Rambo, a fim de cometer uma justiça pelas próprias mãos.

Dirigido por Adrian Grunberg, o longa se assemelha pela mesma premissa de ‘Busca Implacável’, com um diferencial: a violência é explorada à exaustão, com o mesmo intermédio de um personagem de guerra – mas de modo mais visceral, explícito e atuante. O primeiro ato é lento, confuso e de certa forma, surreal: a cena da qual a Gabrielle vai em busca do pai, que havia o largado há tanto tempo, é um recurso bobo, que não acrescenta a nada no enredo. Pois bem, isto ocorre no longa, apenas como um viés de enredo – para somente desenrolar o primeiro para o segundo ato.

O segundo ato melhora, há contexto social sobre a exploração sexual pós-sequestro e assim, chegamos a um elo que liga o filme inteiro: o cartel mexicano. Diante do estigma e da obviedade do roteiro, Rambo – Até o Fim cai no mesmo limbo de outros filmes de um mesmo tema: falta de coesão narrativa, zero de emoção e diálogos ruins. Ao chegar no terceiro ato, que é a melhor do filme, lembra muito ‘Esqueceram de Mim’, com planos e execuções bem maquiavélicos, com uma violência que impressiona. Bem filmado, que se diga. Mas existe um grande ‘porém’, que tira todo o brilho: É um filme de Rambo que não tem Rambo algum, o que decepciona drasticamente.

Rambo – Até o Fim tenta fechar a franquia, ao mostrar os fantasmas pós-guerra. Mas o seu enredo fraco,  zero de emoção e atuações ruins, celebram o fim melancólico de um personagem icônico que já viveu seus anos de glória, com um longa desnecessário.

 

 

 

 

 

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