CRÍTICA: PROJETO GEMINI

Todo cinema que se preze, a novidade é o cálice de uma nova ‘fermentação’ – quando bem utilizada, a tendência é que haja mais títulos que contenha esta tecnologia. A experiência é única, intransponível (para outras formas de ver o filme) e sucessora de alívio cinematográfico. É um ponto de fora de curva, da qual Ang Lee pode se orgulhar – de tamanha sensibilidade em fornecer novos tipos de entretenimento. Projeto Gemini é um projeto de experiências tecnológicas, alicercado por uma premissa interessante, mas desovada por maus maneirismos de roteiro. Porém, não chega a comprometer o longa.

 

Protagonizado pelo Will Smith e dirigido por Ang Lee, o Projeto Gemini possui uma boa premissa, de forma que ficamos interessados em sua narrativa: quando o experiente Henry Brogan (Will Smith) – o melhor assassino profissional – decide se aposentar por força de sua idade, a Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos acaba por tornar-lo como alvo principal – usando um clone de si mesmo para exterminar e assegurar um grande segredo, que só o Brogan poderia descobrir.

O maior feito do longa é transparecer um Will Smith em sua idade atual e, ao mesmo tempo, um Will Smith ‘The Fresh Prince Of The Bel-Air’, mais jovem – cerca de 25 anos. A semelhança notória foi só possível com a ajuda de uma tecnologia que vem sendo usado em outras produções, com um rejuvenescimento impressionante. Com a tecnologia de 3D a 120 fps (lembrando que o cinema usual é de 24 fps, que já chegou a 48 fps – de modo não intencional em O Hobbit), a impressão que fica é que torna mais límpido, claro, e com uma profundidade impressionante.

Mas enquanto a tecnologia embarca de modo fluente no longa, a história não segue o mesmo fluxo. Embora tenha uma das melhores cenas de ação deste ano, com uma visão cirurgica de Ang Lee, a história é um tanto simples, com alguns ajustes de pluralidade que chega a desfocar a principal narrativa – como a de tentar fazer um plot usando o mesmo recurso de natureza duvidosa: de que há uma outra ‘cópia’ em jogo. Qual a necessidade? O perigo é ter um contrapondo à outro, de um psicológico reversivo de ter alguém à sua frente à sua imagem, e ainda ter que impedir à sua própria morte como também proteger a quem foi enganado.

Projeto Gemini é um longa que contém uma novidade tecnológica, aliado à um bom uso de ação e drama. Mas a premissa interessante se envazia conforme vai testando a inteligência do expectador, mas não prejudica a experiência imersiva do longa.

Projeto Gemini já está em cartaz nos cinemas.

 

 

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