CRÍTICA: JOHN WICK 3 – PARABELLUM

Adentro de mais um capítulo neste universo expandido de John Wick, o filme mostra a versatilidade e a coesa harmonia entre o personagem e seus respectivos trajetos descomunais. Como um ‘training’ para um acomodado respiro, a ação é prevalecida e estrategicamente montada sob seus olhares tenebrosos, aflitos e angustiosos. O resultado é uma frenética corrida contra o tempo, de uma contagiosa e aspirada mecânica de movimentos que atrelam à uma violência explícita e bem coreografada – que parecem espontâneas.

 

Aqui, a história começa do ponto aonde terminou o longa anterior: conta sobre John Wick que, após quebrar as regras do Hotel Continental – ao matar o chefe da máfia – , foi banido e todos os assassinos do planeta inteiro vão atrás com o objetivo de capturar, entregar e matar sob recompensa de U$14 milhões de dólares.

Dirigido, mais uma vez, por Chad Stahelski – e com roteiro de Derek Kolstad – ele consegue manipular, de forma primorosa, o conceito de uma boa fotografia. Com nuances de neon, jogo de sombras e um ar de estilo noir, o longa transpira (e respira) com uma carga de adrenalina – que permeia por todo o filme, com mais de duas horas de duração. E detalhe: com uma fluidez que não deixou o público cansar, nenhuma vez.

Diretor Chad Stahelski

As cenas de ação é um primor cinematográfico, com uma estética fulminante e transcorrida de qualquer defeito de condicionamento teatral. A escolha do diretor por planos longos, simétricos e pontuais, eleva à decima potência – na qualidade e no posicionamento de enquadramento.

Keanu Reeves, como John Wick, está atuante como sempre (fez 90% das cenas de ação), carismático e com uma precisão cirúrgica de imprevisibilidade. Percebe-se um personagem vingativo, com uma dose de aflições atenuadas. E isto é acentuado conforme a trama…

Keanu Reeves, como John Wick

Com isso, o longa sobressai com muitos easter-eggs – que vai de Matrix à Game Of Thrones -, referências adicionais de longas anteriores, com uma ação primorosa do começo ao fim. A história, em si, não oferece na mesma medida de profundidade e lógica. Porém, a experiência é esplendorosa, cativante e ambiciosa, que fará o expectador respirar constantemente. Vale cada centavo!

John Wick 3Parabellum já está nos cinemas.

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