CRÍTICA: INVASÃO AO SERVIÇO SECRETO

Fechando como trilogia, que começou com ‘Invasão à Casa Branca‘ e ‘Invasão à Londres‘, ‘Invasão Ao Serviço Secreto‘ é um longa que explora as facetas de um submundo, em virtude de uma segurança que permeia em toda a sua volta. Em uma singela constatação, percebe-se que o longa extrai do melhor e o pior, igualmente nivelado: no que tange a víscera escolha de própositos narrativos e também no que tange a previsibilidade, deitando-se no forte desvio dramático em um roteiro simples e, igualmente, absurdo.

 

Na mesma linhagem de outras franquias ( 007 e Missão: Impossível, por exemplo), o longa impera uma crescente contextualização de marras políticas, com a emergente situação de conspirações e teorias. Em um resumo de sinopse, conta-se a história de um vazamento percebido pelo Presidente Trumbull (Morgan Freeman), ocorrido por uma interferência interna ligado à Serviço Secreto, na qual faz parte Mike Banning (Gerard Butler).

Dirigido por Ric Roman Waugh, ele contorna de modo que o público se cative pela predominância do personagem principal, Mike Banning, que é reprisado mais uma vez pelo ator Gerard Butler. Este, por vez, constrói camadas emocionais, enquanto lida-se com a sua decorrente fragilidade – de um corpo cansado, em uma saúde que se pede socorro, e toda a sua aura permissiva em relação à família.

A previsibilidade é uma marca usual deste longa, em um disfarce pueril em contornar situações comprometedoras em soluções fáceis. Enquanto o longa constrói toda a sua narrativa para alicercar Mike Banning, os roteiristas Creighton Rothenberger e Katrin Benedikt decidem testar a inteligência do espectador com um cliffganger que já ocorre no primeiro ato, retirando qualquer margem de surpresa que possa valher. Assim, o longa caminha por decisões enfáticas e práticas, sem perder a postura de outros longas anteriores.

Em uma ação estritamente bem filmado, ‘Invasão Ao Serviço Secreto‘ cumpre no que diz como ‘entretenimento‘, criando uma história coesa, simples e um tanto absurda. Entre todas as conveniências, notam-se a perspicácia de ser previsível e – igualmente – resolvido ao seu modo. No que diz a franquia, – e usando uma metáfora – a trilogia é um mar contido e raso, mas que ainda contém água – ou seja, ainda tem algo a dizer.

Invasão Ao Serviço Secreto está em cartaz nos cinemas.

 

 

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