CRÍTICA: DOIS IRMÃOS – UMA JORNADA FANTÁSTICA

Depois de um tempo sem um  material inédito – o último foi Viva: A Vida É Uma Festa (Coco, 2017, EUA) – a Pixar/Disney lança, neste ano, o longa Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica (Onward, 2020, EUA), uma aventura que se passa no mundo encantado habitado por diversas criaturas mágicas como fadas, trolls e unicórnios. Aqui, conta a história de dois irmãos elfos que, quando eram pequenos, sofrem com a perda repentina de seu pai. E com a magia, tentam reviver – pela última vez – um contato com o seu melhor herói.

 

Dirigido e roteirizado por Dan Scanlon, utiliza a fantasia do RPG como um fundo de tema, criando detalhes minusciosos que caberão, aos espectadores, visualizarem vários easter-eggs. Como um ponto de partida, a história conta sobre Barley Lightfoot (Chris Pratt) – o irmão mais velho – com o caçula Ian Lightfoot (Tom Holland), que moram com a mãe Laurel Lightfoot (Julia Louis-Dreyfus). O mais velho é o auto-confiante, nerd e amante do RPG; e já o mais novo é inseguro, tímido e auto-consciente, mas sem deixar de ser sonhador.

A frustração, de ambos, de não terem o contato maior com o pai, enquanto vivo, é o que se move dentro de toda narrativa. Uma elucidação que permite uma maior constante, e traz uma perspectiva particular do que é ter o que se perdeu, e ser o que se achou. E, neste meio, o maior mérito da Pixar é traçar uma história linear que acrescentam camadas, e é surpreendente que tenham mostrado de um jeito no trailer – mas que, no longa, é totalmente diferente: uma aventura que ‘navega’ no drama pré-estabelecido até findar no terceiro ato.

Quando os irmãos são presenteados, pela mãe, com um inesperado objeto pessoal de seu pai – criado substancialmente para os exercícios de magia – existiu um convívio de esperança, mesmo que seja por apenas 24 horas. O que você faria – em menos de um dia – em convívio com alguém que não esteja mais entre nós? Esta é a premissa, e nela exata a melhor jornada por quem ainda espera ter este momento.

É interessante que o clímax acontece no terceiro ato, abrilhantado pelo excelente roteiro. De comparação – talvez injusta – tem o mesmo nível de emoção no primeiro ato do clássico instantâneo Up – Altas Aventuras (Up, 2009, EUA). É neste que redescobre o verdadeiro sentido, de que o amor é muito mais amplo e o luto denota a maior das curas emocionais – de um vazio para o preenchimento por alguém próximo. Impossível não se emocionar (e chorar copiosamente) com a carga dramática, em que se dispõem as cenas que se entregam por toda alma: Pixar sendo Pixar.

Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica é a mesma velha fórmula mágica da Pixar, mas com uma linguagem universal que tocará a todos, e disponibilizará o maior sentido da vida – em uma jornada de redescobertas.

Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica está em cartaz nos cinemas.

 

 

 

 

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