CRÍTICA: ADORÁVEIS MULHERES

Em um sucesso adaptado em várias versões, o longa Adoráveis Mulheres (Little Women, 2019, EUA) é a oitava adaptação da obra Mulherzinhas ( Little Women: or Meg, Jo, Beth and Amy), de Louise May Alcott, publicado no ano de 1868. Dirigido e escrito pela Greta Gerwig, reconta a história sobre a vida das irmãs March, nos anos de 1860, na Nova Inglaterra, no período que ocorrera durante e após a Guerra Civil Americana.

 

 

De romance clássico, o longa fizera um retrato muito abrangente sobre a época do ostracismo moral – das quais eram subnegadas as relações pré-matrimoniais, enquanto entrelaçam todas as discussões para a passividade da sociedade elitista. Assim, Greta Gerwig foca no âmbito gradual do renascimento da figura feminina – de quatro irmãs, na ingenuidade e na solidariedade social, vendo-as crescerem pela maturidade em que se exige.

No maior contraste entre as resoluções de classes sociais, as personagens Meg (Emma Watson), Jo (Saoirse Ronan), Beth (Eliza Scanlen) e Amy (Florence Pugh) constroem um panôrama de maior empatia, esvaziando toda representatividade para uma demonstração de fortaleza emocional, de  união familiar e da construção social. Mas, a decisão de tornar-la Beth (Eliza Scanlen) em menor tempo de tela é frustrante, já que ela é a ‘liga’ que une todos os personagens – e é o elo dramático de maior intensidade. Porém, é desejável que a história possua uma grandeza narrativa, n’uma condição de fluidez – e neste longa, isto existe: um roteiro coeso, limpo e cheio de sutilezas.

De fator narrativo, dentro de sua proposta, se perde com a falta de dosagem de emoção, criando pouco vínculo de notoriedade entre os personagens – principalmente quando se lida com a morte. De comparação, as outras obras baseam na condição do amor afetivo, de uma livre associação com que se acredita e com que se nega. É um intuito, de propósito: denotar a esperança, quando se parece ferir com as duras palavras.

Adoráveis Mulheres é um retrato emocional de uma figura feminina, construído à base de amadurecimento, amor-próprio e espírito de justiça – com o aval de demonstração, na alegria e na tristeza.

Adoráveis Mulheres está em cartaz nos cinemas.

 

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