CRÍTICA: ABIGAIL E A CIDADE PROIBIDA

D’entre muitas produções à nivel nacional, espera-se que – com uma boa produtora, investimento e locatário externo – possa investir em uma tentativa de assemelhar à grandes filmes, os chamados ‘blockbusters‘, advindo de Hollywood. Pois bem, esta produção de origem russa declinou a entregar um longa medonho, fraco, confuso e demasiadamente longo. Não foi desta vez!

 

O longa Abigail e a Cidade Proibida conta-se a história de uma cidade que teve suas fronteiras fechadas após uma epidemia assolar boa parte do local. Paralelamente, também conta a história da Abigail (Tinatin Dalakishvili), uma jovem que viu seu pai ser levado abruscamente por autoridades, por ter sido responsável pela afetação de uma doença misteriosa. Quando chegou-se na fase adulta, Abigail (Tinatin Dalakishvili) decide-se ir atrás da verdade sobre o teu pai, e acaba tendo revelações conspiratórias ao decorrer da trama – ao deparar que muitos tem poderes mágicos.

Basicamente, pelo trailer descrito, parecia ser uma mistura de A Bússola de Ouro(pela estética), a Alita – Anjo de Combate (pela cidade voadora) e Harry Potter (pela magia), em uma ambientação que creio ser da década de 30. Mas, meu caro leitor, não se engane: apesar de se parecer com cada uma delas, o longa derrapa na sua falta de continuidade lógica em duas horas de exibição.

Dirigido e roteirizado pelo Aleksandr Boguslavskiy, o longa envereda-se pelo seu uso de flashbacks sobre a relação do pai Jonathan Foster (Eddie Marsan) com a filha Abigail Foster (Tinatin Dalakishvili), por ser um recurso para facilitação do enredo. Mas o mau uso fez com que a trama fique engessada, sem um vínculo de continuidade entre uma cena e outra. A atuação da Tinatin Dalakishvili como Abigail é afetada, assombrosamente ruim e com muitas pausas nas falas – quebrando o clímax de muitas cenas, deixando-as cansativas e tediosas.

Enquanto transcorre a trama, o longa tenta engatar um romance que não faz sentido nenhum; ao passo que – conforme desdobram a história – fica confuso, com cortes abruptas, de diálogos sofríveis e de soluções que atestam a inteligência de quem assiste: sim, muitas delas forçadas e sem um motivo aparente. O humor é outro ponto fraco: nenhuma funciona, de modo que os personagens caricatos se perdem na trama, e não oferece nenhum avanço de enredo – apenas arrasta a já longa duração, com meios próprios de contar uma história (que não tem história algum).

No terceiro ato, a melhor cena é quando – enfim! – aparecem os créditos finais, um alívio norteado de tanto respiro. Um forte indicativo ao pior filme do ano, sem dúvidas. Que a Framboesa de Ouro contemplem um prêmio à este desserviço cinematográfico, para mostrar que o básico de todo filme começa no roteiro – o que não é o caso deste filme.

Abigail e a Cidade Proibida estreia dia 12 de Setembro nos cinemas.

 

 

 

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