CRÍTICA: A FAMÍLIA ADAMS (2019)

Um dos maiores clássicos dos anos 90, A Família Adams ressurge à meio de uma maneira de ‘ressuscitar’ e renovar a franquia para as novas gerações, e embarcar no sucesso iminente de Hotel Transilvânia no âmbito de animação, que será a primeira vez de toda a sua história. Mas, a respeito de um clássico criado pelo cartonista americano Charles Adams – como um modo de satirizar a “perfeita” família americana, em suas bizarrizes habituais -, a animação 3D não possui aquele charme de uma comédia insólita e genial, em sua particularidade gótica e excêntrica.

A Família Adams, na animação, chega a ser prevísivel e – muitas vezes – nem tão engraçada. Apesar de ser uma animação com um recurso de ganchos e definições amplamente consistentes, ela destina a ser um genérico em uma ampla falta de criatividade. Tanto que a premissa da animação é um ‘ok’ dentro da familiaridade narrativa, de quem assiste à este longa – um ‘mais do mesmo’ engessado à um visual moderno e simples.

O roteiro, de quatro mãos, é um exemplo primoroso de falta de originalidade: Gomez e Mortícia embalam a noite, para um casamento pouco usual. Mas os moradores, insatisfeitos com a presença dos ‘ilustres’ góticos, os afugentam com tochas e forquilhas, fazendo os recém-casados à procurarem um local sem serem notados. Então, foi em Nova Jersey que encontrou um manicômio abandonado, em um topo de montanha, para poder criar seus dois filhos. Mas, depois de alguns anos, a Wandinha começa a deparar o outro lado da cidade, em um completo oposto de sua realidade, chamado Assimilação – um condomínio de luxo criado por Margaux, que é a dona do empreendimento imobiliário. E, acredite: é um plot fundamental para o arco da filha mais antipática da Família Adams.

A maior relevância da animação está na sugestão de uma mensagem, na qual é explorado conscientemente: ‘aceitar o diferente’. Tem até uma explanação importante para os dias de hoje, que é ‘infectado’ pelos fakes news – que é nunca divulgar algo que seja fora da realidade. E um pouco de uma visão embionária de George Orwell, com seu 1984 – em um monitoramento que explora a tal privacidade, de um modo grotesco e sem um propósito. Porém, mesmo com todos estes aspectos surpreendentes, a animação ainda é rasa, desnecessária e pouco a acrescentar na franquia.

A Família Adams é uma animação 3D que copia os traços de Charles Adams em sua fidelidade, mas o enredo é simplório e nem tão engraçada.

A Família Adams já está em cartaz nos cinemas.

 

 

 

 

 

 

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