CRISE NA TERRA-X é o melhor crossover das séries da CW

Crise na Terra-X é uma das melhores surpresas envolvendo super-heróis do ano!

 

Uma das coisas mais bacanas do canal CW ser detentora de tantos personagens do universo da DC é a oportunidade de ter um universo compartilhado. E convenhamos, por mais que você não seja fã de alguma série deles que esteja no ar atualmente, ficamos com uma tremenda curiosidade de conferir como nossos heróis estão lutando lado a lado como nos quadrinhos. Não sou o maior admirador das adaptações da CW, mas resolvi ver como ficou esse arco e posso dizer que fiquei muito satisfeito, até mais que o esperado. Já vou avisando que o post possui spoilers.

O plot inicial que irá unir nossos heróis é o casamento de Barry Allen com Iris West, que trará os diversos elencos interagindo entre em si e apresentando diversos outros conflitos. Veremos como está o relacionamento de Arqueiro Verde com Felicity, a Supergirl ajudando sua irmã Alex com seu recente término com a namorada, além de uma cura para fusão de Jefferson e Martin que lhes transforma no herói Nuclear. Sim, estamos falando da CW, o elemento novela ainda está presente, mas como a vida dos nossos heróis não é fácil, surgem os vilões para atrapalhar o casamento. É então que a trama principal surge, girando em torno de uma realidade paralela, a Terra-X, em que os nazistas conseguiram vencer a 2ª Guerra Mundial e dominaram o mundo. Para mostrar como esse é um grande evento, a CW criou uma abertura especial com o título do crossover sendo exibido no começo de cada episódio.

Nesta Terra-X conhecemos a versão alternativa de vários personagens conhecidos, e essa é um dos pontos interessantes da trama, ver como nossos heróis seriam caso fossem vilões. O Arqueiro Verde acaba sendo o novo líder do império nazista, e é casado com a Overgirl, a versão vilã da Supergirl. Não satisfeitos em dominar apenas o mundo, os nazistas agora possuem a missão de dominar outras realidades paralelas. Outra motivação para seus planos é encontrarem uma forma de salvarem a Overgirl, que está morrendo e precisa da Supergirl para um transplante de coração que vai salvá-la. O curioso desta versão alternativa dos heróis é que, de certa forma, eles mantém traços de personalidade de suas contrapartes. Arqueiro Verde continua sério e centrado, enquanto a Overgirl ainda é extremamente adorável. A atriz Melissa Benoist não consegue largar sua atuação fofa nem sendo uma vilã! Também temos o retorno do Flash Reverso, e que irá ajudar os vilões criando a tecnologia de dominação dimensional.

Presos na Terra-X

Depois de uma grande batalha em um galpão, nossos heróis acabam sendo derrotados e levados para a Terra-X, onde acordam em um campo de concentração com colares que anulam seus poderes. Essa é uma cena excelente, em que Jefferson pergunta para um dos presos o que significa o triângulo rosa em sua roupa, e ele responde: “Amei a pessoa errada”. É então que conhecemos o personagem The Ray, vivido pelo ator Russel Trovey, que é apresentado pela primeira vez. Um discurso importante foi de Sara Lance (líder do grupo de heróis Legends) ao encontrar um oficial nazista, impossível não se emocionar com o que a heroína fala! É notável uma crítica ao momento atual em que estamos, onde vimos recentes notícias de pessoas nos EUA que ainda apoiam a ideologia nazista. O resgaste dos mocinhos acaba acontecendo pela versão alternativa de Leon Snart, o ator Wentworth Miller volta a interpretar o Capitão Frio, já que o personagem ainda é vivo na Terra-X e mantém sua personalidade divertida.

A forma como a diversidade foi trabalhada em todo esse grande arco também é um ponto positivo. Descobrimos que Leon tem um romance com The Ray e tudo acontece de forma natural, até mesmo os beijos trocados entre eles. Inclusive estou ansioso para ver a animação Freedom Fighters: The Ray, contando mais sobre o personagem, e torcer para que ele continue a aparecer em carne-e- osso, já que Russel Trovey provou ter muito carisma vivendo o personagem. Já o plot de Alex Denvers, que se descobriu lésbica na temporada passada, mostra um ótimo desenvolvimento da personagem coadjuvante. A relação dela com Sara e a noite que passaram juntas antes do casamento de Barry vai criar uma ligação entre as duas e mostra uma maturidade em lidar com o assunto. São divertidas as situações causadas pelo constrangimento de Alex quando está perto de Sara, uma mulher muito confiante demais em tudo que faz. Sinto que a forma como trabalharam diversidade é influência de Greg Berlanti, produtor executivo desse universo compartilhado da CW, e que sabe muito bem o que está fazendo.

Durante a fuga dos heróis da Terra-X, temos um momento eletrizante com Flash e The Ray se unindo para deter a versão feminina do Tornado Vermelho. É no episódio final também que finalmente vemos a maioria dos heróis de Legends of Tomorrow aparecerem, para salvar Supergirl que já estava pronta para uma cirurgia de remoção de coração, além de unirem seus poderes para destruírem o robô Metallo. Enquanto isso, outra parte da equipe seguiu para o portal que os levaria de volta ao lar, e infelizmente o Professor Martin foi baleado duas vezes quando ajudou a deter inimigos. A conversa final entre Jefferson e Martin foi comovente e ver a morte de um dos personagens mais bacanas da série foi um ponto impactante no crossover. É uma cena que consegue nos emocionar, e mostra o quanto nos importamos com esses personagens.

Confronto na Terra Um

E então passamos para a cena da grande batalha final, com direito a um belo take mostrando todos os heróis reunidos, e tenho certeza que qualquer fã de quadrinhos se arrepiou neste momento! Os nazistas não desistiram de seu grande plano de dominação e partem contra a Terra Um, e aí temos o momento mais quadrinhos de toda o crossover. É tão legal ver tantos heróis lutando lado a lado, exibindo seus poderes, fazendo as típicas poses e coreografias de combate, os enquadramentos de câmeras fazem jus ao material de origem na qual foram adaptados. Aconteceu até uma perseguição empolgante de naves no melhor estilo Star Wars entre os prédios de Central City. O destaque também fica pela batalha de Arqueiro Verde versus sua contraparte nazista, Flash em uma grande corrida de socos contra o Flash Reverso, e a luta nos céus entre Supergirl e Overgirl!

Crise na Terra-X mostrou com maestria como juntar tantos personagens em um grande arco, trabalhar personagens principais e coadjuvantes, apresentar novos, e ainda por cima fazer tudo isso equilibrando momentos de ação, dramáticos, tensos e engraçados. E ainda houve oportunidade para inserir alguns mistérios (quem era aquela garota animada que conversou com Barry durante o casamento?), reencontros (Leonard Snart da Terra-X confortando seu comparsa Rory, sendo que os dois formavam uma das melhores duplas de anti-heróis das séries) e honrar seus personagens (o velório de Martin foi uma despedida especial). No fim das contas Barry consegue casar com Iris, e Oliver casou ao mesmo tempo com Felicity, fechando a trama do primeiro episódio. Ocorre as despedidas finais e ficamos com a sensação de que não conseguiremos esperar mais um ano para vê-los reunidos novamente! Fiquei feliz também que o crossover bateu recordes de audiência, o que mostra o sucesso dessas séries.

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