Castlevania (Netflix) é mediocre mas entretém

Castlevania passa longe de ser ruim, porém a estranha divisão de episódios totalmente ilógica e a falta de ritmo estraga o que poderia ser uma excelente experiência.

 

A famosa franquia de games da Konami, Castlevania fez sua estreia em 1987 com um jogo autointitulado para NES, e desde então virou o carro chefe da empresa japonesa, porém, nos últimos anos, não só ela, mas todo o plantel da Konami vem sendo bem mal tratado e enfim a Netflix a resgatou do limbo colocando-a, até certo ponto, em seu devido lugar.

A história do anime é Inspirado no jogo “Castlevania III: Dracula’s Curse” e segue o último membro do clã Belmont, Trevor, enquanto ele tenta salvar a Europa Oriental da extinção na mão do próprio Vlad Dracula Tepe.

Sempre foi comum jogos serem adaptados para animes, principalmente os que faziam sucesso no Oriente. Mas pegando um histórico recente, foi só em 2007 em que tivemos uma adaptação de um jogo que fez sucesso no Ocidente, que foi Devil May Cry, que é muito bom, aliás. E Como o cenário dos animes atual está cada vez menos produzindo animes de horror/terror, Castlevania surge como um sutil respiro no meio de tudo isso.

Um dos grandes problemas que temos aqui é, a trama se estabelece da forma mais confusa possível. Só ao final do 1° episódio que realmente entendemos o do porquê do Vlad está fazendo tudo aquilo, e isso é anti-climático de certa forma, pois a série não consegue estabelecer muito bem ambas às partes do conflito.

Maior erro de Castlevania é sua divisão de episódios

Tudo é muito corrido e essa falta de apego aos personagens faz com que tudo soe meio artificial, e ao chegarmos no 2° e 3° episódio, temos a longa apresentação de Trevor Belmont, que leva 2 episódios tentando fazer com que nos importemos com ele e toda a história de sua família, porém, uma das regras básicas do audiovisual é: Não conte, mostre. E aqui vive o erro mais brutal de Castlevania, ao não usar nenhuma vez o recurso do flashback, faz com que tenhamos 2 episódios insossos e que nem mesmo consegue executar o quê queria de forma competente.

Mas claro, tivemos muitos acertos aqui. E o que se destaca de longe é a parte técnica, principalmente a ambientação e design dos personagens. O teor gótico alternando com o medieval cria uma atmosfera perfeita para a proposta.
Dois diferencias importantes que temos aqui são: As cenas de lutas serem menos frenéticas, este ritmo mais lento faz com que consigamos sentir melhor as batalhas, diferentemente do maioria esmagadora dos shonen da atualidade, e claro, os diálogos super centrados, rápidos e recheados de palavrões, que casa bem com a faixa etária imposta aqui.

Em suma, toda essa primeira temporada serviu mais como um prelúdio para a já confirmada 2° temporada (que terá o dobro de episódios, 8). E ao focar em seu lado gótico, conflituoso à religião, teve grandes momentos memoráveis, mas ainda assim a sensação de faltar algo foi grande. Espero realmente que no segundo ato desta história foquem mais no Vlad e deem substância do porquê Alucard está indo confrontar seu pai.

*Em breve, teremos mais sobre animes aqui no Nerd Rabugento. Fiquem ligados!

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