BROOKLYN NINE-NINE: 9 LIÇÕES QUE APRENDEMOS

Brooklyn Nine-Nine é, indiscutivelmente, uma das melhores sitcom que já surgiu nas telinhas. Criada, em 2013, por Dan Goor e Michael Schur  – que também criou e produziu The Good Place e Parks & Recreation, – conta a história do dia-a-dia de uma delegacia de polícia em um distrito do Brooklyn, Nova York. Inspirado nas sitcom dos anos 90 – como Seinfeld – a sitcom tem, em suas virtudes, personagens com personalidades diferentes e no humor baseado no ‘politicamente correto’, porém sem considerar-se careta. Aqui, subsiste a representatividade social com uma crítica despretensiosa aliada a um humor inteligente e característico de Brooklyn Nine-Nine, sem precisar usar figuras de extremos ou estereótipos.

 E é por isso que falarei sobre as nove lições, de uma fictícia delegacia de grandes detetives, que podemos aprender a introduzirmos em nossa vida cotidiana… Vamos conhecer as lições dadas pelo Capitão Raymond Holt (Andre Braugher), Detetive Jake Peralta (Andy Samberg), Detetive Rosa Diaz (Stephanie Beatriz), Gina Linetti (Chelsea Peretti), Detetive Charles Boyle (Joe Lo Truglio), Sargento Terry Jeffords (Terry Crews), Detetive Amy Santiago (Melissa Fumero), Scully (Joel McKinnon Miller) e Hitchcock (Dirk Blocker).

É, eu sei Peralta. Achou que não ia ter Brooklyn 99 na minha postagem? Achou errado, otário!
 

1- INSISTA E JAMAIS DESISTA

Parece um lema vivido pelo Jake Peralta. Um detetive capaz, um piadista nato e muito…insistente! Tenta pegar todos os casos possíveis, dos mais variados níveis de complexidade; Nunca é levado a sério pelos seus companheiros, mas é – inquestionavelmente – alguém com quem queremos estar ao lado.

Ensina-nos que, por mais difícil que seja, há sempre uma solução. O tempo parece ser o nosso pior inimigo mas, quando se tem a ousadia e a vontade, tudo pode ser organizado, sem traumas. E quando se tem o êxito no final, toda motivação leva a um novo patamar. Inclusive quando o êxito também não chega… Afinal, é nas derrotas que nos levam à vitórias!

“Não foi tão ruim. O médico disse que meu sangramento era interno. É lá que o sangue deveria ficar”(Jake Peralta)

2- SEJA SUA MAIOR INSPIRAÇÃO

Gina Linetti é, talvez, a personagem mais forte – intelectualmente/emocionalmente – entre todos os envolvidos na delegacia, com seu humor inacreditavelmente nonsense. Braço direito de Holt, ela consegue se impor à frente dos seus colegas, com seus conselhos minimalistas. Como uma espécie de “lança-fumaça”, ela descortina toda realidade, e nos mostra que devemos inspirar a nós mesmos – sem que isto nos torne arrogante. Ela sintetiza uma real necessidade: não precisamos ser como outros, mas aprendermos o melhor com os outros. E, por fim, aplicar a si mesmo como um feedback sincero e instrutivo. Inspire a si mesmo, observando os outros e nutrirmos o que há de melhor. E a Gina ensina: o melhor da gente está mais perto do que se imagina – dentro de nós.

“Minha mãe chorou quando eu nasci, porque ela sabia que nunca seria melhor que eu.” (Gina Linetti

3- SEJA CONFIANTE NAQUILO QUE VOCÊ TEM

Charles Boyle é um individuo com suas excentricidades nada habituais. Amante da cozinha italiana, ele esboça todo o seu talento culinário (um tanto duvidoso) para ajudar a dispor aos seus companheiros de trabalho. É, de todos os personagens, o que mais produz o seu marketing pessoal, mostrando-se muito aberto (Rosa Diaz que o diga) e amigável com todos (mesmo contra a seu gosto).

Ensina-nos que a confiança é a base para o nosso sucesso. Pois, se não acreditarmos a si mesmo, quem irá fazer por nós, então? Tudo que devemos é: ser confiante naquilo que acreditamos, e empenharmos até um último suspiro.

“Esse carro é sua superpotência! Thor nunca seria capaz de apostar o seu martelo, e Neil Patrick Harris nunca seria capaz de apostar seu carisma!” (Charles Boyle)

4- NÃO SEJA DURO CONSIGO MESMO

Rosa Diaz é durona, casca-grossa, impulsiva e incrédula com o mundo. Porém, dentro de toda esta embalagem, há um sorriso que não passa despercebido. Ela deixa-se perceber com toda vontade do mundo, e aos poucos – abrindo o coração. E toda alma despida acaba de transparecer: ela é mais doce do que um amargo.

Ela nos ensina que devemos ser rígidos quando necessário, mas jamais devemos ser ríspidos. As palavras invocam mais aquilo que o coração está cheio, e prestes a transbordar por meio de nossas mentes e bocas. Por mais que o desejo ardente de nossos corações insiste em declamarmos as ofensivas, devemos ser seguros de si mesmo. E buscarmos entender o que outro costuma pensar. Assim, a paz interior costuma reinar…

“Esse é o meu plano para lidar com tudo. Eu tenho 77 argumentos que eu vou ganhar desse jeito.” (Rosa Diaz)

5- DISCIPLINA É LIBERDADE

Capitão Holt  é um personagem com o menor estereótipo de todo o elenco da sitcom. Negro, homossexual, disciplinado – porém nunca furtivo em sua essência. Seu olhar inspira confiança, e de suas palavras saem convicções tão naturais quanto a um elogio sincero.

Holt ensina que é melhor ser disciplinado do que ser alguém que opõe toda ideia de hierarquia. Quando bem organizado, a disciplina gera uma liberdade instantânea: a confiança nasce, uma relação se firma e o trabalho se torna um fardo menor. Disciplinar a própria vida requer sacrifícios, seja no trabalho, na alimentação, no social e por aí vai. E Holt não pensou duas vezes para se ‘sacrificar’ o seu cargo para dar ‘vida’ aos seus comandados, e fez valer a pena. Se discipline, e terá resultados.

“Há muito poucos carros estacionados na rua, sem presentes, sem cantos de Feliz Aniversário. Deveria ser divertido.”(Capitão Holt)

6- ORGANIZE SUA PRÓPRIA VIDA

Amy Santiago seria, a princípio, como a Hermione Granger – de Harry Potter – fosse trouxa e virasse uma policial. Inteligente, curiosa, porém muito impulsiva pelas emoções. Tenta agradar, a todo custo, as pessoas e nem sempre recebe um feedback positivo – como a de agradar o Capitão Holt (Andre Braugher) com mimos, e o mesmo debochar por achar antiético…

A organização da Amy, no entanto, é um dos pilares principais do personagem. Nada é fora de sua cogitação, pensa nos detalhes e transforma-se em ganho de tempo. Em muitos dos episódios, a tal organização possa parecer inútil. Mas é por esta decisão, de colocar controle em tudo que fizer, que ela teve seus melhores momentos.

Organize o seu tempo, em tudo que há ao seu redor. E assim, verá que o tempo terá ganhado antecipação, e poderá usar o que restou ao seu favor.

“Perdeu habilidade de me surpreender” (Amy Santiago)

7- PROVAR PARA TODO MUNDO (QUE NÃO PRECISAVA PROVAR NADA PRA NINGUÉM)

Sargento Terry Jeffords (Terry Crews) é outro personagem menos estereotipado do seriado. Alto, negro, domável de si mesmo, carismático e postura firme. Porém, é um personagem sensível, que é um pai de duas filhas, que conhece o seu social e a sua condição – inclusive o racismo e o preconceito.  O seu posto de Sargento coloca em um status de confiabilidade, na qual o Capitão Holt sempre depositou nele.

A autoestima do Terry foi trabalhada aos poucos, dando a oportunidade de mostrar quem ele é. E o que ele pode fazer, com todo o seu talento e carisma. E desenvolveu o seu melhor, sendo imprescindível para o departamento de Brooklyn 99.

Então, desenvolva o seu melhor. Nunca passe por cima de alguém, e nem use-as como escada. Faça o teu caminho, com as opções adquiridas e experimentadas. Assim, não precisará provar do teu valor, pois é inestimável.  

“Será que podemos comer? Meu corpo está começando a digerir a si mesmo. Terry precisa de nutrientes!”(Terry Jeffords)

8- NÃO DEIXE ALGUÉM TE SUBESTIMAR

A dupla Scully e Hitchcock são personagens considerados secundários no seriado; velhos detetives, estão a matar o tempo e a sua ‘inutilidade’ perante aos olhos da delegacia. Preguiçosos, detalhistas, esnobes e muito comilões. Porém, por trás de tudo isso, possui a experiência longeva de dar inveja… Por isso que a delegacia, mesmo renovando o seu quadro de funcionários, preferiu manter os dois – como um atestado de que, qualquer um, pode chegar lá. Pois mesmo na ativa (às vezes ‘on’, sempre ‘off’), conseguiram resolver alguns dilemas em algumas investigações.

Podemos aprender que: não importa como você é, do jeito que você veste, a maneira que você vê o mundo. O que importa é como você transforma este valor em algo produtivo. Às vezes, as poucas palavras são suficientes do que um belo discurso de alguns minutos.

“It’s a Cookie Pizza!” (Scully e Hitchcock)

9- (BÔNUS) FAMÍLIA É FAMÍLIA

O que faz Brooklin Nine-Nine ser tão diferente, mas igualmente especial? Posso resumir uma palavra: união. E o respeito que há entre eles, a representatividade, as conversas que dialogam com todo entendimento… isto faz uma diferença enorme!

Por isso que a sitcom é queridinho entre os apreciadores – como nós – e os famosos no meio artístico.

Família é mais que um vínculo de sangue. É também um vinculo de amizade. Em qualquer lugar!

“NINE-NINE!”

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