‘ALADDIN’, A NOVA ADAPTAÇÃO DA DISNEY

Com direção de Guy Ritchie (Jogos, trapaças e dois canos fumegantes), o musical Aladdin é o novo live-action da Disney e estreou ontem (23) nos cinemas brasileiros.

 

O longa, que traz Will Smith como o gênio da lâmpada, é a adaptação da animação dirigida por Ron Clements e John Musker em 1992.  O filme conta a história de Aladdin (Mena Massoud), um jovem humilde que sobrevive de pequenos furtos junto com seu macaquinho Abu em Agrabah e que após ajudar Jasmine (Naomi Scott), se apaixona por ela sem saber que ela é a filha do sultão. Depois, Aladdin, descobre uma lâmpada mágica que abriga um Gênio (Will Smith) e que pode lhe conceder três desejos. Com a ajuda do Gênio ele decide conquistar a princesa se passando por um príncipe mas Jafar, um feiticeiro maligno, está disposto a impedir isso em busca de seus objetivos.

Com roteiro do direitor, Ritchie, e John August (“Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas”) a história é embalada por músicas envolventes, como um bom clássico da Disney, coreografias animadas e é visualmente bonito com seus figurinos e cenas gravadas em meio ao deserto da Jordânia. A direção de arte de Gemma Jackson (Game of Thrones) trouxe a cultura árabe para a tela.

Todas as cenas e personagens clássicos da animação original estão nessa adaptação e pouca coisa foi alterada. A produção mexeu apenas no que precisava para deixar o filme mais atual e “realista” e deu aos fãs, que possivelmente conheceram a história quando criança,  um presente que diverte e faz sorrir.

Fazendo um comparativo entre as duas obras, ao invés de Navid Negahban (que fez o papel muito bem) podiam ter escolhido um ator  um pouco gordinho para fazer o sultão e um ator menos galã para interpretar o prepotente Ja’Far (Marwan Kenzari), mas mesmo assim as semelhanças físicas entre o elenco e os personagens do desenho trazem nostalgia para quem já os conhecia.

A escolha de Will Smith para fazer o querido Gênio da Lâmpada foi extremamente assertiva. Além dele ter se divertido, visivelmente, interpretando e cantando nas cenas, o seu carisma envolve quem assiste e dá ao filme o tom simpático que Aladdin merece.

A trilha sonora bem contextualizada e cativante, na versão legendada, é de Alan Menken que já recebeu várias indicações e premiações do Oscar por trabalhos como A Pequena Sereia, A Bela e a Fera e a própria animação Aladdin de 1992.

O filme peca um pouquinho na computação gráfica ao deixar o olhar do gênio distante e mecânico. Embora essa pequeno erro – ou pressa em finalizar a edição – exista, ele não atrapalha o resultado e entrega um live-action agradável, encantador e alegre.

 

 

 

 

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